- O empresário Sérgio Nahas foi preso no sábado, na Praia do Forte, Bahia, 23 anos após assassinar a esposa Fernanda Orfali em São Paulo.
- Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado, decisão definitiva do STF, após ser considerado foragido desde o ano passado.
- Fernanda Orfali, estilista de 28 anos, foi morta com dois tiros no peito no apartamento em um bairro nobre de São Paulo, após ter ligado para o irmão pedindo ajuda.
- A defesa alegava suicídio, mas perícia apontou pólvora em uma camisa de Nahas e não em Fernanda, sustentando que o empresário seria o autor. Motivo apontado inclui relações extraconjugais e medo da partilha de bens.
- Nahas já havia cumprido apenas 37 dias por porte ilegal de armas e ficou quase vinte e dois anos em liberdade antes de ser novamente preso.
Sérgio Nahas foi preso no último sábado, na Praia do Forte, na Bahia, 23 anos após assassinar a esposa Fernanda Orfali. Ele estava foragido desde o ano passado, quando o STF o condenou a cumprir 8 anos e 2 meses em regime fechado.
Fernanda Orfali, estilista de 28 anos, estava casada há seis meses com Sérgio. Ela foi morta com dois disparos no peito no apartamento do casal, em um bairro nobre de São Paulo. A mãe de Fernanda relatou a violência que cercava o relacionamento.
A defesa alegou que Fernanda teria se suicidado, com depressão, e que o disparo teria ocorrido no closet. A perícia, porém, apontou pólvora na camisa de Sérgio. O Ministério Público sustenta que o crime teve motivação envolvendo traição e disputas de bens.
Fernanda ligou para o irmão minutos antes de morrer, pedindo socorro. Ela se abrigou no closet para fugir do marido; ele arrombou a porta e atirou duas vezes, segundo laudo pericial. O primeiro tiro atingiu o coração; o segundo saiu pela janela.
Quatro irmãos da vítima tentaram resgatá-la, chegando ao apartamento ainda com a violência em curso. A investigação destacou que o casal vivia conflitos graves, com Sérgio supostamente envolvido com outras relações e uso de cocaína, além de receio de divisão de bens em eventual divórcio.
Contexto e desfecho judicial
Sérgio foi julgado apenas em 2018, 16 anos após o crime. A primeira condenação foi de 7 anos de prisão em regime semiaberto. Em instância superior, o STJ e o STF mantiveram a elevação para 8 anos e 2 meses em regime fechado, conforme movimento do Ministério Público.
Ele passou por dois períodos de detenção curta, totalizando 37 dias por porte ilegal de armas. Em 2004, foi detido sob suspeita de tentativa de fuga para a Suíça. Desde então, permaneceu em liberdade por quase 22 anos até ser capturado.
A captura ocorreu com base em reconhecimento facial. A defesa diz que Sérgio morava na Bahia desde o ano passado. Em depoimento ao Estadão, o irmão de Fernanda celebrou a prisão, destacando a dor da família e a expectativa de responsabilização pelo crime.
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