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Governo britânico destina £1,5 bi para artes até 2030

Governo britânico investe £1,5 bi em artes até 2030, com £160 mi para museus regionais, mas NAO aponta subfinanciamento crônico da DCMS

Walker Art Gallery, part of Liverpool Museums
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  • O governo do Reino Unido anunciou um financiamento de £1,5 bilhão para artes até 2030, distribuído entre 2025 e 2030.
  • Serão £600 milhões para museus nacionais e outras instituições apoiadas pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS), com £160 milhões reservados para museus regionais e locais.
  • A Arts Council England terá aumento de 5% no próximo ano para Organizações da Carteira Nacional, além de £230 milhões dedicados ao patrimônio, incluindo £75 milhões para restauração de patrimônios em risco.
  • Líderes culturais e artistas receberam positivamente a medida, destacando que o apoio a museus regionais/locais fortalece acervos e comunidades.
  • O Congresso Nacional de Auditoria (NAO) mostrou que o DCMS tem operado com subinvestimento nos últimos cinco anos, com alerta de queda real de 1,4% no financiamento nos próximos anos.

O governo do Reino Unido anunciou um aporte de 1,5 bilhão de libras para organizações culturais entre 2025 e 2030, com foco em museus nacionais e estruturas regionais. O pacote inclui 600 milhões para museus nacionais e demais entidades apoiadas pelo DCMS. Outros 160 milhões vão para museus regionais e locais para reduzir atrasos de manutenção.

A medida será gerida pela DCMS, com a participação do Arts Council England. Além disso, 230 milhões de libras destinam-se a patrimônio, incluindo 75 milhões para patrimônio em risco, com apoio a reparos e conservação de edifícios.

Vários líderes culturais saudaram a decisão, citando a relevância do momento. Profissionais de museus destacam que o suporte chega em meio a dificuldades financeiras recentes, oportunizando continuidade de serviços e acesso público.

Antony Gormley, escultor, afirmou que o anúncio representa um fortalecimento significativo do setor. Jenny Waldman, da Art Fund, ressaltou que 760 milhões são destinados a museus, com mais de 150 milhões para museus locais e regionais.

Sharon Heal, diretora da UK Museums Association, afirmou que o financiamento chega num período crítico, com muitos museus revisando orçamentos para sustentar operações nos próximos anos. Ela destacou a importância de museus locais para a renovação cívica.

Reações regionais de museus

Tony Butler, diretor executivo da Derby Museums, comentou no LinkedIn o reconhecimento ao apoio a museus cívicos e regionais. Ele mencionou 146,4 milhões para o Fundo de Estabelecimento e Desenvolvimento de Museus e 13,6 milhões para o programa de transformação museal, somando 160 milhões.

Laura Pye, diretora dos National Museums Liverpool, disse que o investimento em manutenção de museus nacionais e regionais é essencial para proteger o patrimônio compartilhado. Um curador regional não identificado afirmou que museus civis, geralmente financiados por autoridades locais, precisam de mais recursos.

Feedback do ministro da Cultura

O ministro da Cultura, Ian Murray, foi questionado sobre o quanto do montante é novo dinheiro. Ele admitiu que há verba nova, mas que parte já existia desde a eleição de 2024, citando o Creative Foundations Fund, agora com 425 milhões para cerca de 300 projetos de obras em espaços culturais.

Murray explicou que o aporte de 1,5 bilhão representa uma contribuição adicional expressiva para o setor. Sobre a gratuidade de entrada em museus nacionais, ele informou que o financiamento de infraestrutura não está diretamente ligado à isenção, mas que cada centavo ajuda nos custos de capital.

Despesas e desempenho do DCMS

O relatório mais recente da National Audit Office (NAO) aponta que o DCMS tem consistentemente gasto menos do que o previsto nos últimos cinco anos. Em 2024-25, museus e galerias registrados o maior desvio, com atraso de 64 milhões de libras na despesa de funcionamento.

A NAO também comentou que o DCMS, no conjunto, apresentou queda de 259 milhões de libras no total de despesas entre 2023-24 e 2024-25. O órgão alerta para uma queda real de 1,4% no financiamento nos próximos cinco anos, em média, para o setor.

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