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Albert Barnes recusou as duas Noites Estreladas de Van Gogh

Barnes recusou as duas Starry Night de Van Gogh, mas reuniu sete obras do artista, consolidando-se como pioneiro colecionador americano

Van Gogh’s Starry Night over the Rhône (September 1888) Musée d’Orsay, Paris
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  • O Barnes Foundation, em Filadélfia, possui sete cuadros de Van Gogh, formando uma das maiores coletâneas do artista nos Estados Unidos.
  • Albert Barnes recusou as duas telas nocturnas famosas: Starry Night over the Rhône (1888) e Starry Night (1889), conforme correspondência arquivada da instituição.
  • Em 1923, Barnes foi abordado para comprar Starry Night over the Rhône, mas não avançou com a aquisição; a obra acabou indo para a França e, posteriormente, ao Museu d’Orsay.
  • Em 1936, foi oferecida a Starry Night, mas a aquisição também não ocorreu; a tela foi comprada por um marchand e, depois, trocada com o Museum of Modern Art (MoMA) em 1941.
  • Entre as peças de Barnes, destacam-se títulos como The Postman, Still Life e The Brothel, entre outros, adquiridos entre 1912 e 1933, com o conjunto refletindo o interesse pioneiro do colecionador norte-americano pela fase francesa de Van Gogh.

A Barnes Foundation, em Filadélfia, mantém uma das coleções mais relevantes de Van Gogh nos EUA, com sete obras do pintor. Entre os artistas de maior peso, a instituição reforça sua posição ao longo do tempo, apesar de ter recusado duas das cenas noturnas mais célebres do artista.

Albert C. Barnes foi o primeiro americano a comprar Van Gogh, mas recusou ofertas para adquirir Starry Night over the Rhône e, posteriormente, Starry Night. As negociações aparecem em correspondências não publicadas do arquivo da Fundação Barnes.

O que aconteceu

Em 1923, o escritor e agente Frank Washburn Freund ofereceu a Barnes a obra Starry Night over the Rhône (1888), ainda na Europa, para envio posterior a inspeção. Barnes não avançou na negociação, possivelmente por pressões financeiras relacionadas ao seu projeto educacional.

A peça acabou indo ao empresário parisiense Fernand Moch e, mais tarde, ao Musée d’Orsay, onde se tornou uma das atrações. Em 1936, a galeria Van Wisselingh comunicou a Barnes que Starry Night estava disponível, mas o colecionador também não perseguiu a compra.

Quem está envolvido

Barnes é o protagonista das decisões. A correspondência mostra o interesse de terceiros e as possibilidades perdidas, mas as compras do conjunto Van Gogh que ele efetivou, somadas a outras aquisições, moldaram a posse da Fundação.

A história de Starry Night é acompanhada pela documentação de visitas, cartas e notas que destacam críticas positivas dos especialistas da época, ressaltando a importância das obras para a valorização da produção de Van Gogh.

Quando e onde

As negativas ocorreram entre 1923 e 1936, com ações registradas em cartas que circulavam entre Amsterdã, Paris e Filadélfia. Hoje, as obras de Barnes permanecem distribuídas em várias salas do museu central da cidade, não agrupadas em uma única galeria.

Por que aconteceu

Barnes priorizou a implantação de sua instituição educacional e a expansão de sua coleção na década de 1920, o que pode ter limitado recursos para aquisições de alto valor imediato. A trajetória das Starry Nights evidencia escolhas estratégicas do colecionador.

A coleção Barnes de Van Gogh

Mesmo sem as Starry Nights, Barnes reuniu sete pinturas do artista, todas da fase francesa (1886-1890). Entre elas estão The Postman, Reclining Nude e Still Life, além de The Factory, The Smoker, The Brothel, e Houses and Figure. A maioria foi adquirida entre 1912 e 1933.

O conjunto é conhecido por variar entre temas urbanos, retratos e naturezas-mortas, exibindo a presença do pintor em momentos de intensa experimentação cromática. Barnes também descreveu a tonalidade vibrante e o peso emocional de Van Gogh em seus textos teóricos.

Legado

Barnes faleceu em 1951 e, em 2012, a coleção foi transferida de Merion para um museu no centro de Filadélfia. Os Van Goghs da instituição não ficam pendurados juntos, mas distribuem-se por ambientes distintos, preservando a visão particular do colecionador.

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