- Cerca de 15 mil enfermeiras de três redes hospitalares de Nova York estão em greve desde 12 de janeiro, na maior paralisação da história da cidade, reivindicando mais equipes, segurança e melhores benefícios.
- O NYSNA aponta salários elevados dos CEOs hospitalares como contexto para a falta de profissionais para atender os pacientes.
- O prefeito Zohran Mamdani e o senador Bernie Sanders apoiaram as enfermeiras, participando de ato na Mount Sinai na terça-feira.
- Piquetes foram montados na Mount Sinai, Montefiore e NewYork-Presbyterian; as negociações com o NYSNA devem ocorrer na quinta-feira, sob temperaturas de até 19°F.
- Hospitais contrataram milhares de enfermeiras temporárias; execuções de propostas salariais geram disputas, com médias salariais aproximadas de cerca de US$ 165 mil a US$ 163 mil e anuncios de aumentos significativos caso o acordo seja fechado.
O maior grupo de enfermeiras da história de Nova York segue em greve em meio a temperaturas próximas de zero, com quase 15 mil profissionais de três sistemas hospitalares em greve desde 12 de janeiro. A mobilização busca aumento de efetivo, melhores condições de segurança e benefícios de saúde. A NYSNA aponta que salários dos CEOs hospitalares cresceram enquanto há falta de profissionais para atender pacientes.
Os protestos contaram com a participação do prefeito da cidade, Zohran Mamdani, e do senador Bernie Sanders, que apoiaram o movimento diante dos hospitais Mount Sinai West, Montefiore e NewYork-Presbyterian. Os trabalhadores enfrentaram o frio intenso, com as temperaturas caindo para perto de -7 °C na região, durante a atividade de rua na última terça-feira.
O objetivo dos enfermeiros é conseguir condições de trabalho mais seguras e um contrato que reflita a realidade do dia a dia nos serviços de saúde. O movimento ocorre em meio a expectativa de novas negociações entre a NYSNA e os hospitais, com a participação de Mamdani e da governadora Kathy Hochul para estimular o retorno às mesas de negociação.
Mudanças na negociação e posicionamentos
Representantes dos hospitais contestaram as propostas da categoria, citando custos elevados e impactos operacionais. Estudos internos mostram salários atuais dos enfermeiros variando entre 162 mil e 165 mil dólares anuais nos três hospitais, com estimativas de elevação caso as reivindicações sejam atendidas. A administração indicou que as metas apresentadas pela categoria envolveriam aumentos significativos no curto prazo.
Alguns enfermeiros ressaltam que, além da remuneração, a demanda é por cargas de trabalho equilibradas e maior segurança no ambiente de trabalho. Casos de violência e ameaças recentes foram citados pela NYSNA como parte da justificativa para o movimento, destacando a necessidade de políticas efetivas de proteção aos profissionais.
Entre as entrevistadas, uma enfermeira de Mount Sinai informou que o apoio público recebido, incluindo a presença de figuras políticas, reforça a sensação de reconhecimento. Ela enfatizou a importância de manter o foco na qualidade do atendimento e na segurança dos pacientes, mesmo diante da greve.
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