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Palácio veneziano com nove quartos e sete mortes tenta atrair comprador

Palazzo Ca’ Dario, associado a mortes e à maldição, entra no mercado por €20 milhões após renovação, atraindo interesse de compradores nacionais e internacionais

Palazzo Ca’ Dario (right), on the Grand Canal, has been hard to sell – and not only due to its reported €20m asking price.
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  • Palazzo Ca’ Dario, em Veneza, tem nove dormitórios e oito banheiros; passou por renovação recente e está à venda por €20 milhões.
  • A venda fica a cargo da unidade de Veneza da Christie’s International Real Estate e da Engel & Völkers.
  • O marketing destaca a propriedade como joia arquitetônica, com arcos góticos, lustres de Murano e uma loggia, em bairro tranquilo perto do Grand Canal.
  • A casa é associada a pelo menos sete mortes ao longo de sua história, incluindo homicídio em 1970 e a morte de Kit Lambert em 1981; outras tragédias também aparecem nas narrativas locais.
  • Há interesse de compradores italianos e estrangeiros, e proprietários anteriores lembram a necessidade de manter viva a história do palácio.

Palazzo Ca’ Dario, situado às margens do Grande Canal de Veneza, continua sem comprador após anos no mercado. O imóvel, com nove quartos e oito banheiros, ficou conhecido pela suposta maldição que teria rondado seus ocupantes ao longo dos séculos.

A propriedade, que fica próximo à Peggy Guggenheim Collection, foi renovada recentemente. Dados de venda indicam preço de referência de cerca de €20 milhões, conforme divulgação de imobiliárias de renome na cidade. O marketing destaca arquitetura gótica e afrescos.

A reputação de “palácio mal-assombrado” está ligada a mortes envolvendo antigos donos e frequentadores ilustres. Entre os episódios mais citados estão assassinato dentro do palácio em 1970 e falecimentos subsequentes ligados a pessoas ligadas ao prédio.

História e mudanças de dono

O palácio recebeu nomes importantes ao longo dos séculos, incluindo o diplomata Giovanni Dario, reconhecido por acordos com o Império Otomano. Em 1908, Claude Monet o retratou durante visita a Veneza, e Henry James mencionou o local em seus relatos.

Em 1980, o complexo passou para o financiador italiano Raul Gardini, que enfrentou escândalos de corrupção e cometeu suicídio em Milão, em 1993. O que chamou atenção no passado foi a passagem de Christopher “Kit” Lambert, gerente do The Who, que afirmava não se deixar incomodar pela fama maligna.

Situação atual e expectativas do mercado

A venda é conduzida pela unidade de Veneza da Christie’s International Real Estate em parceria com a Engel & Völkers. Os agentes destacam o edifício como “joia arquitetônica” com loggia e lustres de Murano, num bairro tranquilo longe das multidões.

Representantes das imobiliárias afirmam que o interesse tem sido significativo, com compradores nacionais e estrangeiros sondando o imóvel. A equipe de venda enfatiza que a casa é um espaço histórico para quem pretende manter a memória do lugar.

Quem está envolvido

As empresas envolvidas na comercialização são Christie’s International Real Estate Veneza e Engel & Völkers. Variedades de interessados aparecem entre profissionais locais, famílias e investidores estrangeiros. O objetivo é encontrar um novo proprietário que preserve o patrimônio.

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