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Vítimas de tragédias criam movimento nacional em Brumadinho

Movimento Unidas por Justiça reúne vítimas de grandes tragédias e cobra celeridade nos processos judiciais e reparação integral em Brumadinho

Logo do movimento “Unidas por Justiça”, usado na carta divulgada ao Judiciário
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  • Associações de vítimas de grandes tragédias criaram o movimento Unidas por Justiça em Brumadinho (MG), durante encontro na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, em alusão aos sete anos do rompimento da barragem da Vale.
  • Foi divulgada uma carta ao Judiciário e à população brasileira que cobra maior celeridade e efetividade nos processos relacionados a desastres socioambientais e reparação integral.
  • O documento aponta que a demora dos julgamentos mantém vítimas e familiares em insegurança jurídica e social, e pede prioridade na tramitação dos casos e responsabilização das empresas envolvidas.
  • A carta também defende mecanismos permanentes de diálogo entre o sistema de Justiça e órgãos públicos para acompanhar os avanços dos processos e evitar novos atrasos.
  • Assinaturas incluem Afavinu, Avabrum, AVTSM, CABF, MAM e MUVB, representando famílias de vítimas de incêndios, rompimentos de barragens e tragédias na mineração.

O movimento nacional Unidas por Justiça foi criado em Brumadinho (MG) por associações que representam vítimas de grandes tragédias. Na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, as entidades divulgaram uma carta ao Judiciário e à população brasileira. O encontro integrou as comemorações dos 7 anos do rompimento da barragem da Vale.

O objetivo é ampliar a articulação entre as famílias atingidas e cobrar celeridade nos processos judiciais ligados a desastres socioambientais no país. O grupo aponta lentidão nas decisões e pede maior efetividade na prática de reparações e responsabilizações.

A carta também defende mecanismos de diálogo permanente com o sistema de Justiça e órgãos públicos para acompanhar o andamento dos casos e reduzir atrasos, assegurando segurança jurídica para as vítimas.

Entidades signatárias

  • Afavinu: associação de familiares de vítimas do incêndio do Ninho do Urubu, no Rio, em 2019. Indenizações com as famílias foram concluídas em 2025; em 2025, justiça absolveu sete réus por falta de provas.
  • Avabrum: associação de vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019. Em 2023, denúncia aceita pela Justiça Federal; ainda não há condenação definitiva.
  • AVTSM: associação de vítimas da tragédia da Kiss, em Santa Maria. STF manteve condenações em 2025, com penas de até 22 anos.
  • CABF: comissão dos atingidos pela barragem de Fundão, em Mariana. STF homologou acordo de reparação bilionário em 2024; relatório de 2025 indicou repasses a vítimas e ao poder público.
  • MAM: movimento pela soberania na mineração, criado em 2012, presente em 9 estados e no DF, atuando com comunidades impactadas.
  • MUVB: associação do movimento das vítimas da Braskem, em Maceió. Ações criminais seguem, sem condenação, e o acordo com a empresa permanece válido desde 2024.

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