- O Tribunal de Justiça da Bahia proibiu a turista gaúcha Gisele Madrid Spencer Cesar de frequentar o Centro Histórico de Salvador por doze meses.
- Ela foi presa em flagrante após injúria racial e cuspir em uma vendedora ambulante negra no Pelourinho; a detenção foi revertida.
- Também consta a aplicação de medidas cautelares, incluindo a proibição de entrada na Praça das Artes e o veto de contato com a vítima.
- A turista não pode deixar Porto Alegre por mais de dez dias sem autorização judicial.
- O crime de injúria racial tem pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, foi proibida de frequentar o Centro Histórico de Salvador após ser investigada por injúria racial. A turista gaúcha foi presa em flagrante na semana passada, suspeita de cuspir em uma vendedora ambulante negra no Pelourinho. Ela saiu da prisão na sexta-feira, 23, mediante decisão judicial.
Pelo Tribunal de Justiça da Bahia, o Ministério Público teve acatado o argumento para a imposição de medidas cautelares. A proibição de frequentar a Praça das Artes vale por 12 meses. Além disso, Gisele está proibida de manter contato com a vítima e de se ausentar de Porto Alegre por mais de dez dias sem autorização judicial.
O crime de injúria racial previsto na legislação brasileira tem pena de dois a cinco anos de reclusão, somada a multa. A comerciante que atendeu clientes no bar afirmou ter ouvido insultos ao entregar um pedido e retirar um balde de bebidas. Segundo relato, a turista chamou a vítima de lixo duas vezes e cuspou nela.
A Polícia Civil informou que, ao ser conduzida à delegacia especializada, Gisele manteve postura discriminatória e solicitou atendimento exclusivo por um delegado branco. A turista utiliza as redes sociais para atuar como criadora de conteúdo para viajantes e estava em Salvador há pelo menos uma semana, tendo participado da Lavagem do Bonfim, evento cultural local. Em registros, ela publicou fotos com baianas.
Entre na conversa da comunidade