- O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira foi invadido e vandalizado na tarde de quarta-feira em Caldas Novas, após a prisão dele e do filho, Michael, pela Polícia Civil.
- A defesa afirmou que pessoas entraram no imóvel e picharam o local, além de danificar o patrimônio da família.
- Daiane Alves Souza, corretora desaparecida desde dezembro, foi encontrada morta em área de mata; a investigação segue com o Grupo de Investigação de Homicídios.
- O filho do síndico é suspeito de obstrução de provas, chegando a trocar o celular do pai; ele permanece preso.
- Cléber era acusado de perseguição a Daiane entre fevereiro e outubro de 2025; Daiane respondia a 12 processos contra o síndico; o caso foi reclassificado como homicídio em dezesseis de janeiro de 2026.
O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por suspeita de envolvimento na morte da corretora Daiane Alves Souza, foi invadido e vandalizado na tarde desta quarta-feira (28) em Caldas Novas, sul de Goiás. A defesa afirma que pessoas teriam entrado no imóvel após a prisão e praticado pichações e danos ao patrimônio da família.
Cléber e seu filho, Michael, foram presos temporariamente pela Polícia Civil de Goiás durante a madrugada. A investigação ainda apura a participação de ambos no ocorrido, incluindo a possível obstrução de provas que envolve o filho. A polícia segue o andamento das apurações e o caso permanece sob investigação.
O corpo de Daiane foi encontrado de madrugada, em uma área de mata após o desaparecimento em dezembro do ano passado. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio e já recebeu informações sobre a atuação de Daiane no período anterior ao sumiço.
Desaparecimento
Daiane Alves Souza ficou desaparecida desde dezembro, quando, segundo a investigação, saiu do apartamento para verificar um corte de luz e não retornou. Um vídeo de monitoramento mostra o momento da descida do elevador, com falha de imagem entre dois minutos, e Daiane retornando ao elevador sozinha.
Segundo a polícia, o filho do síndico, ao tentar ajudar o pai, teria tentado obstruir as investigações. Em uma das ações, o jovem chegou a substituir o celular do pai para dificultar o andamento do inquérito. A defesa informou que acompanhará a viabilidade de medidas judiciais cabíveis.
Histórico de conflitos
A apuração aponta que Cléber enfrentava Daiane entre fevereiro e outubro de 2025, com desentendimentos iniciados em novembro de 2024. Daiane moveu 12 processos judiciais contra o síndico, envolvendo acusações de perseguição, sabotagem de serviços e agressão em fevereiro de 2025.
Em 16 de janeiro de 2026, diante de sinais de ausência de Daiane, o caso foi reclassificado como homicídio e passou a ser acompanhamento pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). A Polícia Civil continua com as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte.
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