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Síndico mata corretora usando escadas para não ser filmado, diz polícia

Síndico é apontado pela Polícia como autor do homicídio da corretora, levando o corpo pelas escadas para fugir de câmeras

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  • Síndico Cléber Rosa de Oliveira é apontado como autor do assassinato da corretora Daiane Alves Souza no subsolo do condomínio onde ela morava, em Caldas Novas (GO).
  • Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e foi encontrada morta na madrugada desta quarta-feira em área de mata na região.
  • Polícia Civil aponta que Cléber desligou propositalmente a energia do apartamento para atrair Daiane ao subsolo, onde o crime ocorreu. O corpo teria sido levado pelas escadas para evitar registro em câmeras.
  • O filho do síndico foi preso temporariamente, suspeito de auxiliar na obstrução de provas; ele teria participado de ações como substituição de celulares para atrapalhar as investigações.
  • O condomínio possui dez câmeras; a polícia acredita que o síndico utilizou as escadas para sair com o corpo, já que não havia registro das câmeras nesse trajeto.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira é apontado pela Polícia Civil de Goiás como responsável pelo assassinato da corretora Daiane Alves Souza, ocorrido no subsolo do condomínio em Caldastran? (corrigindo) Caldas Novas. A vítima desapareceu em 17 de dezembro de 2025 e foi encontrada morta na madrugada desta quarta-feira em uma área de mata na região. A polícia informou que Daiane foi atraída ao subsolo após o desligamento proposital da luz do apartamento, possivelmente para dificultar a evidência de câmeras.

De acordo com a investigação, o crime teria ocorrido em pouco tempo, cerca de oito minutos. Daiane surge nas imagens às 19h, desaparece e, às 19h08, surge apenas a movimentação de outra moradora. Não houve registro da passagem pelo elevador; as escadas estavam sem câmeras de monitoramento. O corpo foi retirado do local pelos arredores do condomínio em direção ao subsolo.

A autoridade aponta que o síndico teria levado o corpo pelas escadas para evitar registro de câmeras; o acesso pelas escadas seria a rota utilizada. O filho de Cléber, apontado como auxiliar na obstrução de provas, também foi preso temporariamente no âmbito do inquérito. Ele teria participado de ações para dificultar as investigações, como troca de celulares.

Dinâmica do crime

A polícia informou que Cléber desativou o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, provocando a descida da moradora ao subsolo para verificar o problema. Ao longo das apurações, o condomínio continha apenas dez câmeras de segurança, e as imagens do dia não mostraram o síndico chegando aos elevadores. A única imagem dele registrada naquele dia é de 12h27.

Daiane possuía um histórico de disputas com o síndico, com 12 processos entre áreas cível e criminal. Em parte, as ações envolveriam perseguição entre fevereiro e outubro de 2025, com início em novembro de 2024 após desentendimentos envolvendo locação de imóveis no condomínio.

Apoio da defesa e próximos passos

A defesa de Daiane contesta acusações de violação de domicílio e afirma que o caso envolve legítima defesa de terceiros, sustentando que Daiane agiu para proteger um idoso da família após agressões anteriores. A defesa do síndico nega participação como investigado e destaca colaboração com as autoridades, inclusive com denúncias de que o Ministério Público ofertou denúncia contra Daiane pela prática de violação de domicílio, com Cléber apontado como vítima.

A Polícia Civil continua as diligências para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento, a motivação do crime e a participação de outras pessoas. O inquérito avalia o conjunto de provas, incluindo imagens de circuito interno e registros de comunicações, para confirmar linha temporal, autoria e eventuais conexões com as denúncias de perseguição.

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