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Certificador de salmão orgânico é obrigado a divulgar dados ante acusações de engano

Tribunal determina que a Soil Association Certification deve divulgar relatórios de inspeção de fazendas de salmão orgânico à WildFish, fortalecendo fiscalização independente

Organic farmed salmon off the Western Isles, Scotland.
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  • Tribunal de informação determinou que a Soil Association Certification deve divulgar os relatórios de inspeção de fazendas de salmão à WildFish, após questionamento sobre o rótulo “orgânico”.
  • A organização, responsável pelo programa orgânico mais conhecido do Reino Unido, é acusada de permitir práticas que prejudicam o ambiente e o bem-estar dos peixes na aquicultura.
  • A WildFish afirma que o salmão certificado como orgânico é criado quase da mesma forma que os não certificados, com gaiolas abertas e descarte de resíduos e químicos no ambiente.
  • Em relatório de 2023, a WildFish descreveu uso de pesticida químico Deltametrina duas vezes em 12 meses e aplicação de formaldeído para tratar infecções fúngicas em fazendas orgânicas.
  • A decisão encerra um confronto de dezoito meses sobre divulgação, iniciado em maio de 2024, e a Soil Association iniciou consulta pública para endurecer normas do salmão orgânico.

Após duas sessões de audiência, o tribunal de informações do Reino Unido determinou que a certificadora Soil Association must share seus relatórios de inspeção de fazendas de salmão com a organização WildFish. A decisão ocorre em meio a acusações de que rotular o salmão criado de forma “orgânica” induz o consumidor ao erro.

AWildFish pediu, em maio de 2024, acesso aos relatórios sob as regras de informações ambientais. A Soil Association Certification contestou alegando não ser um corpo público e que a obrigação de divulgação caberia ao Defra, órgão governamental. O tribunal de primeira instância manteve a decisão contrária à certificadora.

O que está em jogo

A Soil Association gerencia o regime orgânico mais antigo e reconhecido no Reino Unido, definindo a produção orgânica como métodos que beneficiam o sistema alimentar como um todo. Críticos afirmam que o Padrão de Aquicultura permite tratamentos químicos tóxicos para a vida marinha e práticas prejudiciais ao ambiente e ao bem-estar dos peixes.

O relatório da WildFish aponta que alguns salmões orgânicos são criados em gaiolas abertas, com dejetos e químicos liberados no ambiente. Em 2023, a organização detalhou uso de pesticida químico Deltametrina, tóxico para invertebrados, além do uso de formaldeído para tratar infecções fúngicas em fazendas orgânicas.

Reação e próximos passos

A decisão atual pode influenciar a atuação de outros órgãos de controle no setor de produção de alimentos orgânicos. O CEO da Soil Association Certification, Dominic Robinson, afirmou que não houve intenção de ocultar informações; a empresa executa a divulgação por meio do Defra, que determina o que deve ser divulgado.

Em resposta, a Soil Association está promovendo uma consulta pública para endurecer as normas do salmão orgânico. A organização informou que pode deixar o setor caso não haja avanços em ambiente e bem-estar até o meio do ano.

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