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Justiça determina júri popular para homem que matou gari em MG

Justiça decide júri popular para empresário que matou gari em Minas, com motivo fútil e frieza; réu responde ainda por porte de arma e fraude processual

Renê da Silva Nogueira Junior é suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos. Créditos: Reprodução
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  • A Justiça de Minas Gerais determinou que Renê da Silva Nogueira Junior vá a júri popular pelo homicídio do gari Laudemir de Souza Fernandes, ocorrido em setembro do ano passado, em Betim, após ele sair de Nova Lima; o crime ocorreu no cruzamento das ruas Modestina de Souza e Jequitibá, no bairro Vista Alegre, região oeste de Belo Horizonte.
  • A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza manteve as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e uso de recurso que dificultou a defesa, destacando a frieza e a indiferença do acusado diante da vida humana.
  • O réu também responderá pelos crimes conexos de ameaça contra a motorista do caminhão, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual, por tentar induzir a perícia a erro ao entregar uma arma diferente da utilizada no crime.
  • Segundo a denúncia, o acusado conduzia uma pistola semiautomática da marca Glock no momento do crime, quando atirou contra a vítima na região abdominal.
  • A prisão ocorreu horas depois do crime, em uma academia na região Oeste de Belo Horizonte; a decisão pode ser contestada por meio de recurso.

A Justiça de Minas Gerais decidiu que Renê da Silva Nogueira Junior irá a júri popular pelo homicídio do gari Laudemir de Souza Fernandes, ocorrido em setembro do ano passado. O crime aconteceu no cruzamento das ruas Modestina de Souza e Jequitibá, no bairro Vista Alegre, região oeste de Belo Horizonte, após irritação com a retenção de trânsito causada pela coleta de lixo.

A magistrada Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, entendeu que há materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para envio ao Conselho de Sentença. Também foram mantidas as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O réu responderá ainda por ameaça contra a motorista do caminhão, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual, por tentar induzir erro na perícia ao entregar arma diferente da usada no crime. A decisão pode ser contestada por recurso.

Desdobramentos do caso

Segundo a denúncia, o empresário saiu de Nova Lima com destino a Betim, pela manhã, com uma pistola semiautomática Glock dentro do veículo. Após o incidente, Laudemir foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil informou que o empresário foi localizado e preso horas depois, em uma academia na região Oeste de Belo Horizonte. A denúncia aponta ainda que ele pediu à esposa, delegada, que entregasse outra arma para induzir a perícia a erro.

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