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27% relatam ter sido assaltados à mão armada, aponta PoderData

Pesquisa aponta que 27% foram assaltados à mão armada ou conhecem alguém que foi vítima no último ano, frente a 53% que não passaram pelo crime

O cruzamento dos dados com o voto no 2º turno de 2022 mostra que mais bolsonaristas afirmam ter sido assaltados à mão armada, ou conhecer alguém que foi, do que os lulistas
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  • 27% dos brasileiros afirmaram ter sido assaltados à mão armada ou conhecer alguém vítima desse crime no último ano.
  • 53% disseram não ter passado por esse tipo de violência, e 20% preferiram não responder.
  • A pesquisa foi realizada de 24 a 26 de janeiro de 2026, com 2.500 entrevistas em 111 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
  • O tema segurança pública pode influenciar as eleições, favorecendo quem se apresenta como solução ao medo cotidiano dos eleitores.
  • Entre os resultados por Perfil, taxas mais altas de quem foi assaltado ou conhece vítima aparecem entre homens, idosos, pessoas das regiões Norte e Nordeste, com ensino superior e renda de 2 a 5 salários mínimos.

O PoderData divulgou um levantamento realizado de 24 a 26 de janeiro de 2026, com 2.500 entrevistas em 111 municípios. O estudo questionou: “No último ano, você ou algum conhecido foi assaltado por criminoso com arma de fogo?”. Resultado: 27% afirmam ter passado por isso ou conhecer alguém que foi vítima, 53% não passaram por essa situação, 20% não responderam.

A pesquisa é relevante porque aponta um quadro de insegurança que pode influenciar o debate eleitoral. Embora não haja votos, os números sugerem que o tema da segurança pública mobilize eleitores e favoreça candidaturas que tragam propostas de combate à violência.

Os dados foram coletados por telefone, com validação estatística para 95% de confiança e margem de erro de 2 pontos percentuais. O estudo é produzido pelo PoderData, braço de pesquisa do Poder360 Jornalismo, com recursos próprios.

Estratificação

Entre os entrevistados que foram assaltados ou conheceram vítima, há maior incidência entre homens (28%), idosos (30%), Norte e Nordeste (31%), pessoas com ensino superior (30%) e renda de 2 a 5 salários mínimos (29%).

Já para quem não passou por assalto e não conhece vítima, as taxas são mais altas entre mulheres (55%), faixa de 25 a 44 anos (55%), Centro-Oeste (67%), ensino fundamental completo (56%) e renda até 2 salários mínimos (55%).

Dados adicionais e contexto

O estudo também associa o tema a tendências políticas: em comparação com o 2º turno de 2022, pesquisa indica diferença entre apoiadores de Bolsonaristas e lulistas no relato de assaltos ou de conhecer vítima. O cruzamento aponta maior incidência entre eleitores bolsonaristas.

O PoderData ainda cruza dados com a geografia de violência: região Nordeste é influente nos municípios listados entre os mais violentos, o que reforça a leitura de que o tema é regionalmente relevante para a campanha.

O conteúdo pode ser acompanhado pelas redes do PoderData, com infográficos e notas completas. O portal disponibiliza ainda o Agregador de Pesquisas, para assinantes, com dados de várias pesquisas desde 2000.

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