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MPF pede bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale por vazamentos em MG

MPF pede bloqueio de R$ 1 bilhão contra a Vale por vazamentos em Minas; ação visa interromper atividades e reparar danos aos rios Maranhão e Paraopeba

Vazamento de água e lama causado pela Vale em Minas Gerais. Foto: Defesa Civil de Congonhas
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  • O Ministério Público Federal pediu bloqueio de 1 bilhão de reais e indenização à Vale por vazamentos em minas de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais, ocorridos em 25 de janeiro de 2026.
  • O extravasamento envolveu aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, atingindo córregos que alimentam o Rio Maranhão e o Rio Paraopeba.
  • A fiscalização apontou falhas no sistema de drenagem e uso de uma estrada de acesso como barreira, violando licença que permitia apenas depósito temporário de rejeitos.
  • A ação pede a interrupção das atividades nos locais do vazamento até eliminar os riscos ambientais; as atividades já haviam sido suspensas pelo governo estadual.
  • Os procuradores afirmam que houve atraso de cerca de 10 horas para comunicar as autoridades, o que dificulta ações da Defesa Civil; a Vale ainda não foi notificada.

O Ministério Público Federal pediu à Justiça que a Vale seja condenada a pagar uma indenização de 1 bilhão de reais por vazamentos de água e sedimentos em minas localizadas em Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. A ação é de caráter de urgência e cobra a interrupção das atividades nos locais envolvidos.

Segundo o MPF, cerca de 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos extravasaram em 25 de janeiro de 2026, causando danos a córregos que alimentam o Rio Maranhão e o Rio Paraopeba. A medida busca evitar novos impactos ambientais na região.

A fiscalização do governo mineiro indicou falhas no sistema de drenagem, com vazamentos significativos de água e sedimentos atingindo áreas externas da empresa. Também houve acúmulo de terra no Rio Maranhão e nos córregos Ponciana e Água Santa.

Para o MPF, embora a Vale tenha autorização para depositar rejeitos temporariamente, a licença proibia a construção de barragens dentro da cava. Alega que uma via de acesso interno foi usada como barragem, o que não foi previsto no projeto.

A ação ainda sustenta que a mineradora demorou cerca de 10 horas para comunicar o ocorrido às autoridades, atraso considerado grave por dificultar ações rápidas de proteção à população e ao ecossistema.

A Vale ainda não foi notificada oficialmente pela Justiça sobre a ação movida pelo Ministério Público Federal.

Medidas propostas

  • Bloqueio de ativos da Vale no valor de 1 bilhão de reais.
  • Obrigatoriedade de interromper atividades nas áreas atingidas até comprovar a eliminação dos riscos ambientais.
  • Compromisso de revisão de procedimentos para descarte de rejeitos e fiscalização mais rígida.

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