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Morre Claudette Colvin, pioneira pouco reconhecida dos direitos civis

Morta Claudette Colvin, pioneira dos direitos civis que, aos 15 anos, desafiou a segregação no ônibus de Montgomery, mas ficou ofuscada por Rosa Parks

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  • Claudette Colvin, aos 86 anos, morreu no mês passado no Texas.
  • Em março de 1955, aos 15 anos, ela se recusou a ceder o assento a uma mulher branca em um ônibus segregado de Montgomery, Alabama, e foi retirada à força e presa.
  • A prisão gerou repercussão, mas líderes negros não a transformaram na face do movimento; Rosa Parks acabou sendo associada ao boicote de Montgomery.
  • Colvin participou como testemunha em um caso que resultou na proibição da segregação no transporte público pelos tribunais.
  • Após a mudança para o Bronx, Nova York, trabalhou por trinta anos como cuidadora em um asilo; sua vida foi lembrada pela fé e pela memória de seu papel no movimento dos direitos civis.

Claudette Colvin, pioneira dos direitos civis, faleceu aos 86 anos, no Texas, no mês passado. A morte encerra a trajetória de uma jovem que desafiou a segregação racial em Montgomery, Alabama, em 1955, quando tinha 15 anos.

Naquele março, Colvin permaneceu sentada em um ônibus público de integração-forçada, mesmo com a ordem de desocupar o assento. O motorista chamou a polícia e ela foi presa e levada para a prisão local. Em seguida, pagou fiança e foi libertada após algumas horas.

A cidade de Montgomery vivia sob as leis de Jim Crow, que obrigavam negros a cederem lugares aos brancos. O caso de Colvin gerou repercussão, mas líderes negros optaram por não torná-la a face do movimento naquele momento.

Colvin acabou movendo-se para o Bronx, em Nova York, onde trabalhou por três décadas como assistência de enfermagem em um lar católico. Ela participou de ações legais que ajudaram a derrubar a segregação no transporte público.

Legado e trajetória pública

Em entrevistas, Colvin relatou que suas circunstâncias pessoais influíram no alcance da visibilidade do seu papel no movemento. Ainda assim, seu caso integrou o conjunto de ações que resultaram na decisão judicial Browder v. Gayle, que proibiu a segregação em ônibus públicos.

Pouco tempo antes de sua morte, Colvin recebeu reconhecimento público por sua participação histórica, inclusive com homenagens em Birmingham, Alabama. O tempo inteiro, ela manteve a fé como componente central de sua vida.

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