- O Glasgow’s Centre for Contemporary Arts (CCA) encerra as atividades com efeito imediato, em liquidação, e 39 funcionários ficam demitidos.
- O prédio é de Creative Scotland, que o arrendava por £ 1 por ano, e a organização suspendeu novos pagamentos de financiamento por não conseguir comprovar viabilidade contínua.
- O CCA já havia recebido £ 3,4 milhões em financiamento de Creative Scotland em janeiro de 2025, para um período de três anos.
- A instituição enfrentou diversos transtornos nos últimos anos, incluindo um incêndio em 2018, a pandemia de Covid-19, uma disputa com funcionários e protestos envolvendo Art Workers for Palestine Scotland.
- A diretora de programa, Annie Hazelwood, afirmou que o encerramento é doloroso, mas há expectativa de que o espaço se reinvente de outra forma no futuro, com apoio da comunidade e dos artistas. Creative Scotland indicou que avaliará opções para uma possível reabertura.
O Centre for Contemporary Arts (CCA) de Glasgow encerrou as atividades de forma imediata. A decisão ocorre após a Creative Scotland confirmar a suspensão de novos pagamentos de apoio à instituição, que entrou em liquidação e informou a demissão de 39 funcionários.
O CCA, espaço fundador de artes contemporâneas na cidade há 33 anos, sofreu impactos de uma série de dificuldades financeiras e institucionais. A responsável pelo programa, Annie Hazelwood, descreveu o fechamento como doloroso e um momento de perda para a cena cultural de Glasgow.
A Creative Scotland é proprietária do edifício, que estava alugado ao CCA por £1 por ano. A instituição recebeu um apoio financeiro de £3,4 milhões em três anos, com o último teto confirmado em janeiro de 2025. O contexto inclui episódios como incêndio de 2018, pandemia de Covid-19 e decisões que contribuíram para o retraimento da atividade.
Financiamento e desdobramentos
O centro já havia passado por interrupções, como o fechamento temporário após o incêndio e, recentemente, protestos que levaram à substituição de integrantes da diretoria e da equipe. Em comunicado, o CCA afirmou que a prioridade é o bem-estar dos trabalhadores e que a decisão visa enfrentar problemas sistêmicos.
Hazelwood ressaltou que a conclusão não reflete falhas de programação ou da equipe, mas sim questões estruturais mais amplas. Ela deixou a possibilidade de o edifício acolher novas formas de uso, mantidos pelo envolvimento de comunidades e artistas.
Creative Scotland disse que explorará opções futuras junto a parceiros para tentar reabrir o espaço como recurso cultural o mais breve possível. A instituição garantiu que continuará avaliando caminhos para preservar o legado do CCA.
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