- Santa María la Ribera, em frente ao centro de Cidade do México, vem se consolidando como polo de arte contemporâneo nos últimos cinco anos, com mais ateliês e espaços de exposição.
- Artistas passaram a se instalar na região por localização central, acesso ao transporte público e aluguéis mais baixos, ajudando a transformar a área em ambiente mais acessível aos artistas.
- Nomes como Andrew Roberts, Mauricio Yael, Cosa Rapozo e Cecilia Barreto destacam a revitalização da área, com Roberts apresentando primeira exposição de pinturas na galeria Pequod Co durante a Art Week.
- Espaços como Casa Siza, Vernacular Institute, Lolita Pank e Estudios Maravilla aparecem entre as novas referências culturais, além de eventos como Salón Acme e a feira Material Fair.
- A região já era marcada por pontos culturais tradicionais, como o Kiosco Morisco e o Museo Universitario del Chopo, que acompanham a transformação em curso.
O bairro Santa María la Ribera, na zona oeste de Cidade do México, tem consolidado uma cena de arte contemporânea menos formal que as galerias tradicionais. Nos últimos cinco anos, o local passou a abrigar estúdios de artistas e espaços de exposição que atraem criadores e visitantes em busca de uma produção mais direta.
A mudança se deve, em grande parte, à concentração de artistas que já vivem e trabalham na região. A localização central, o fácil acesso a transporte público e aluguéis mais acessíveis contribuíram para a migração criativa de quem busca espaços amplos, como galpões e casas do período Porfiriato, adequados para a prática visual.
Ao longo de 2020 e 2021, muitos artistas se transferiram para Santa María la Ribera durante a pandemia. Hoje, surge uma rede de espaços como Casa Siza, Vernacular Institute e Lolita Pank, além do grande complexo Estudios Maravilla, que recebe eventos como feiras e mostras. O entorno mantém um ar de “aldeia” criativa, com atividades para a comunidade.
Novos espaços impulsionam a cena
Entre os nomes visitados estão o escultor e videomaker Andrew Roberts, que fará sua primeira exposição de pinturas na galeria Pequod Co durante a Art Week. O artista busca no bairro um ambiente que combine localização, transporte e custo de vida com a ampliabilidade de espaços.
Outra artista em evidência é Cosa Rapozo, que participa de feiras e abriu uma mostra na semana anterior à Art Week, destacando a conveniência da localização e o caráter acessível do bairro, além da sensação de comunidade local.
Cecilia Barreto, com participação recente na Trienal de Arte Latino-Americana de Nova York, apresenta obras na stand da Zona Maco através da Saenger Galería. Barreto aponta que os aluguéis são menores que em áreas já valorizadas, mas reconhece que os custos têm aumentado no bairro.
Desafios e transformações locais
Quem reside ou trabalha na região observa que os custos de operação já sobem por conta da demanda. Um estúdio alugado pode passar por mudanças estruturais indesejadas, como a conversão para uso residencial, o que acarreta incerteza sobre a permanência de Santa María como área de artistas.
Os espaços culturais da região priorizam a diversidade de propostas, com casas abertas para exposições, residências artísticas e feiras. A pauta reforça o papel da área como palco da produção contemporânea mexicana em formato menos institucional.
Patrimônio e identidade cultural
Antes da ascensão de uma cena mais livre, o Santa María la Ribera já era marcado por patrimônios como o Kiosko Morisco e o Museo Universitario del Chopo, espaços que ajudam a entender a evolução do lugar. O museu comenta a transformação contínua do bairro e seu atual dinamismo criativo.
Entre na conversa da comunidade