- Polícia do Rio continua com buscas por Mauro Davi Nepomuceno, o Oruam, pelo segundo dia; defesa afirma que não vai se entregar.
- Nova ordem de prisão foi assinada pela juíza Tula Corrêa de Mello após o STJ revogar o habeas corpus concedido ao cantor.
- Polícia foi à casa dele, na Freguesia, em Jacarepaguá, mas não o encontrou.
- O STJ motivou a revogação citando “desrespeito reiterado” às medidas cautelares, especialmente o monitoramento eletrônico, que foi desligado 28 vezes em 45 dias.
- A defesa pediu prisão domiciliar humanitária por comorbidades no pulmão, alegando falhas técnicas recorrentes no equipamento de monitoramento.
A polícia do Rio continua as buscas pelo rapper Mauro Davi Nepomuceno, conhecido como Oruam, considerado foragido após a prisão decretada pela justiça. A defesa informou à Bandeirantes que ele não pretende se entregar.
Nesta terça, a magistrada Tula Corrêa de Mello revogou o habeas corpus concedido pelo STJ. Em resposta, a Polícia Civil foi à residência do artista, na Freguesia, em Jacarepaguá, mas não o encontrou.
A decisão baseou-se em supostas violações às medidas cautelares, especialmente o monitoramento eletrônico, que teria sido desativado 28 vezes em 45 dias. O STJ havia revogado o HC, levando o TJ do Rio a ordenar a prisão.
A defesa contestou a suspensão do monitoramento, alegando falhas técnicas da tornozeleira. Argumentos incluem problemas de carregamento, descarregamento da bateria e interrupções de sinal, com a substituição de equipamento ocorrida em dezembro.
Colega e repercussões
O rapper MC Poze do Rodo reagiu nas redes sociais, dizendo que Oruam já pagou pelo erro e que permanece em casa desde a última prisão. Poze também enfrenta acusações de apologia ao tráfico em 2025.
Histórico recente aponta prisão preventiva em julho de 2025, sob suspeitas de tráfico, associação ao tráfico, resistência, desacato, ameaça e tentativa de homicídio contra policiais. Oruam cumpriu mais de 60 dias no Complexo de Gericinó antes da liberdade condicional em setembro de 2025.
A soltura condicionada prescreveu a volta de Oruam ao regime de monitoramento, com tornozeleira, recolhimento noturno e apresentações periódicas. Filho de Marcinho VP, ele ganhou notoriedade ao pedir a soltura do pai durante o Lollapalooza, em 2024.
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