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Vancouver Art Gallery celebra afinidade de Emily Carr com a natureza

Exposição na Vancouver Art Gallery destaca a relação de Emily Carr com a natureza e sua contribuição para o Modernismo, com o maior acervo já reunido

Emily Carr's Loggers’ Culls (1935)
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  • A exposição That Green Ideal: Emily Carr and the Idea of Nature abre este mês na Vancouver Art Gallery, apresentando paisagens da artista canadense e envolvendo principalmente acervos do museu.
  • O conjunto exibe a coleção mais abrangente de Carr no mundo, expandindo uma mostra anterior menor que explorou metáforas espaciais em suas paisagens.
  • A curadora Richard Hill destaca Carr como uma fotógia Modernista de paisagens, cuja obra foi pouco valorizada devido a preconceitos de gênero e isolamento geográfico.
  • A exposição revela a fase madura da artista, com destaque para trabalhos em papel, desenhos a carvão e pinturas expressivas realizadas com técnica mista, que serão exibidos de forma quase integral.
  • Também aborda críticas de pesquisadoras indígenas, como Marcia Crosby, e investiga as fontes do modernismo primitivista na obra de Carr, incluindo influências de França, Harris e Barbeau, além da transição para uma relação mais íntima com a natureza.

A Vancouver Art Gallery recebe a partir deste mês a exposição That Green Ideal: Emily Carr and the Idea of Nature, dedicada aos landscapes de Emily Carr e à natureza de British Columbia. A mostra privilegia a coleção do museu, a mais abrangente do mundo de sua obra, expandindo o acervo pela curadoria do ano passado.

A curadora e historiadora Richard Hill destaca Carr como pintora moderna pouco reconhecida na história da vanguarda. O texto de divulgação cita a dedicação da artista à observação e à busca por transcendência espiritual na natureza, tema que deu origem ao título da exposição.

Contexto histórico

Nascida em Victoria, em 1871, Carr estudou em San Francisco e Londres, desenvolvendo um estilo pós-impressionista com paleta fauvista. Em 1912 fez viagem de esboços às ilhas Haida Gwaii, fundindo treino francês a formas monumentais de totem.

Obras em papel e mudanças de enfoque

A mostra destaca obras em papel da maturidade da artista, muitas vezes pouco expostas por necessidade de proteção à luz. Será exibida uma significativa coleção de desenhos a carvão, além de pinturas sobre papel com mistura de óleo e gasolina, de traço expressivo.

Desdobramentos críticos

Entre os elementos da mostra estão debates de crítica recente sobre a associação de culturas indígenas à natureza. A curadoria analisa influências de modernismo, primitivismo e vitalismo que moldaram o pensamento de Carr, até mudanças na visão de espaço natural.

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