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MP aponta lacunas em inquérito sobre cão Orelha e pede novas diligências

Ministério Público solicita diligências adicionais na investigação da morte do cão Orelha, apontando lacunas sobre participação de adolescentes e coação

Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis. Créditos: Reprodução/Redes sociais
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  • MP de Santa Catarina vai requisitar diligências complementares à Polícia Civil para esclarecer a morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis.
  • Promotorias da capital identificaram lacunas na reconstrução dos fatos e mencionam possível participação de adolescentes em atos análogos a maus-tratos contra animais.
  • Também há apuração sobre coação no curso do processo e ameaça envolvendo familiares de adolescentes e um porteiro de condomínio da Praia Brava.
  • A segunda Promotoria Criminal pretende ampliar a apuração para confirmar a inexistência de relação entre os supostos crimes e a agressão aos animais.
  • A Polícia Civil encerrou o inquérito na terça-feira, indiciou três adultos por coação a testemunha e pediu a internação de um adolescente; Orelha tinha dez anos e foi eutanizado após ficar agonizando.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vai requisitar à Polícia Civil novas diligências nas investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (6).

Segundo o MP-SC, as promotorias que atuam na Capital identificaram lacunas no inquérito que precisam ser esclarecidas para reconstruir os fatos com maior precisão. A análise envolve possíveis atos infracionais envolvendo adolescentes.

Um dos focos é a possível coação no curso do processo e ameaças associadas a familiares de adolescentes investigados, bem como a participação de um porteiro de condomínio. A apuração também mira a relação com a eventual violência contra animais.

A 2ª Promotoria Criminal da Capital, que cuida de adultos, informou que é necessária a ampliação da apuração para confirmar ou refutar vínculos entre os crimes e a agressão aos animais. A solicitação de mais diligências será encaminhada à Polícia Civil.

A Polícia Civil encerrou o inquérito na terça-feira (3) e, segundo o órgão, indiciou três adultos por coação de testemunha e pediu a internação de um adolescente. A corporação analisou mais de mil horas de imagens de 14 equipamentos e ouviu 24 testemunhas.

O cão Orelha, de 10 anos, sumiu e foi encontrado agonizando no dia 16 de janeiro, na Praia Brava. Devido à gravidade dos ferimentos, veterinários recomendaram a eutanásia. O animal era conhecido e cuidado pela vizinhança.

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