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Morte em academia: identidade da mulher vítima de cloro adulterado é apurada

Caso de morte em academia envolve cloro adulterado na piscina; vítima era professora de 27 anos e estabelecimento funcionava sem alvará, sob investigação

Juliana Faustino Basseto
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  • Juliana Faustino Basseto, 27 anos, morreu após passar mal durante uma aula de natação em uma academia no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo.
  • O acidente ocorreu no sábado, e cinco pessoas ficaram hospitalizadas, incluindo o marido de Juliana e um adolescente de 14 anos.
  • A polícia investiga a água da piscina, que teria recebido cloro misturado a um produto não identificado, indicando possível intoxicação.
  • Câmeras registraram o manobrista da academia manipulando químicos para a piscina; ele diz ter apenas obedecido ordens.
  • A academia não possuía alvará de funcionamento; o local foi interditado pela Subprefeitura de Vila Prudente e o Instituto de Criminalística realizou perícias.

O caso envolve a morte de Juliana Faustino Basseto, 27 anos, ocorrida durante uma aula de natação em uma academia no bairro Parque São Lucas, zona leste de São Paulo. A Polícia Civil investiga a possível intoxicação causada por cloro na água da piscina, misturado a um produto ainda não identificado. Juliana chegou a ser encaminhada a um hospital em Santo André, porém não resistiu.

Além da vítima, outras pessoas ficaram hospitalizadas após o incidente ocorrido no sábado. Entre os atendidos estão o marido de Juliana, Vinícius de Oliveira, que também precisou ser internado, e um adolescente de 14 anos com lesões pulmonares. Duas pessoas adicionais, cujas identidades não foram divulgadas, receberam alta após atendimento médico.

Perguntas para o que aconteceu e quem está envolvido

Câmeras de segurança registraram o manobrista da academia manipulando os produtos químicos da piscina com cloro adulterado. Ele prestou depoimento na 42ª Delegacia Districtal, no Parque São Lucas. De acordo com a polícia, o responsável pela preparação da mistura afirmou que apenas obedecia ordens, e o celular dele foi apreendido para as investigações.

Segundo o delegado Alexandre Bento, o estabelecimento fechou as portas e abandonou o local sem comunicar a polícia. Para a perícia do Instituto de Criminalística e do Corpo de Bombeiros foi necessário arrombar o imóvel. Além disso, a academia não possuía alvará de funcionamento, conforme constatado pela Subprefeitura da Vila Prudente, que interditou preventivamente o espaço.

Desdobramentos e contexto

A instituição apresentava irregularidades estruturais, como a existência de dois CNPJs vinculados ao mesmo endereço e a ausência do Auto de Licença de Funcionamento. A investigação continua para esclarecer a cadeia de responsabilidades e a origem do composto químico utilizado na água.

A nota oficial da academia reconhece o ocorrido, afirma ter prestado atendimento imediato e continua colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos.

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