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Não viu Gavin Burrows assinar confissão de hacking de e-mails, diz tribunal

Advogada afirmou não ter supervisionado a assinatura da confissão de Burrows; ele diz que o documento foi forjado, complicando o caso contra a Associated Newspapers

Gavin Burrows in The Princes and the Press, BBC
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  • A advogada Anjlee Sangani afirmou que não supervisionou a assinatura do depoimento do investigador Gavin Burrows, que alegava ilegalidades em nome do Daily Mail.
  • Burrows afirmou que a declaração de confissão foi forjada, incluindo gravação de escutas, interceptação telefônica e acesso a registros privados.
  • A Associated Newspapers (ANL) nega todas as acusações e sustenta que o depoimento foi principalmente redigido por Graham Johnson, pesquisador da equipe jurídica das alegações.
  • Sangani declarou ter se envolvido na preparação da declaração com base em lembretes de Graham Johnson, em reuniões com Burrows em março de 2021, e disse ter verificado assinatura eletrônica e conteúdos.
  • Ainda não ficou claro se Burrows será ouvido no julgamento, pois o andamento da oitiva depende de informações de local e disponibilidade; o caso segue em andamento.

Ação judicial envolve a suposta confissão de quebra de privacidade feita por um investigador particular, usada para respaldar acusações contra a Associated Newspapers Ltd (ANL), o publisher do Daily Mail. A testemunha Gavin Burrows alega que houve uma série de técnicas ilegais, como escuta clandestina, registro de chamadas, violação de dados médicos e obtenção de informações privadas. Um dos pontos centrais é que a declaração foi aprovada por uma advogada, Anjlee Sangani, mas ela agora afirma que não supervisionou a assinatura do documento.

A audiência de instância elevada ocorreu no High Court, em ambiente que envolve oito reclamantes, incluindo Elton John, David Furnish, Liz Hurley e Sadie Frost. As alegações registram uma linha de supostos crimes de obtenção de informações para o Daily Mail. Burrows, que está no exterior, pode não ser interrogado durante o julgamento, dependendo de avanços no processo.

Detalhes da confissão contestada

Anjlee Sangani, a advogada que aprovou o documento, declarou não ter sido responsável por pedir a assinatura de Burrows. Ela afirmou que delegou a tarefa a Graham Johnson, pesquisador que já investigou atividades de imprensa ilegais e trabalha para a equipe de reclamantes. A bancada de ANL sugere que a declaração tenha sido redigida principalmente por Johnson, mas Sangani sustenta que houve participação direta dela na formulação.

Alega-se ainda que a assinatura digital de Burrows dificultava qualquer suposta adulteração do documento. Sangani disse ter elaborado a declaração com base em anotações de Burrows, declarações dele e documentos assinados, todos apresentados em março de 2021. Ela afirmou ter visto uma troca de e-mails entre Johnson e a esposa de Burrows, além de uma mensagem com a versão assinada do texto.

Autoridade responsável pelas alegações, Antony White, advogado principal da defesa de ANL, questionou o envolvimento de Sangani na formação da confissão. Ela respondeu que manteve contato próximo com Burrows, em várias reuniões, e descreveu sentir-se desconfortável em um encontro particular.

Resta saber se Burrows será ouvido, já que a chance tem diminuído conforme o processo avança. O julgamento continua, com futuras sessões previstas para esclarecer a origem e a autenticidade da declaração agora contestada.

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