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Indígenas levantam preocupações enquanto EUA avalia mineração em águas do Alasca

BOEM avalia arrendamento de mais de 45,7 milhões de hectares no mar de Alaska para mineração no fundo do oceano, suscitando preocupações culturais e ambientais entre comunidades indígenas

A humpback whale breaching in Alaskan waters.
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  • A Agência de Gestão de Oceanos dos EUA (BOEM) iniciou etapas para possível aluguel de mais de 45,7 milhões de hectares de águas offshore do Alasca para mineração no fundo do mar.
  • O Alasca abriga mais de 200 nações indígenas; o anúncio gerou preocupações culturais e ambientais entre comunidades costeiras.
  • A mineração em alto-mar depende de regulamentação internacional ainda inexistente e preocupa-se com impactos em ecossistemas e pescarias que levam milênios para se desenvolver.
  • A área em análise é maior que o estado da Califórnia; envolve regiões profundas próximas ao Recôncavo de Aleutas e ao Mar de Bering, com potencial de minerais críticos e areias de minerais pesados.
  • Foi aberto um período de consulta pública de 30 dias, iniciado em 29 de janeiro de 2026; representantes indígenas ressaltam a necessidade de consentimento e de padrões internacionais além da regulação federal.

O governo dos Estados Unidos avança com os primeiros passos para a possível cessão de áreas marinhas no Alasca para mineração no fundo do oceano. A Bureau of Ocean Energy Management (BOEM) estuda leilões de até 45,7 milhões de hectares (113 milhões de acres) de águas próximas ao estado.

A iniciativa ocorre em meio a preocupações de comunidades indígenas que vivem na região, onde mais de 200 nações inuit, Yupik e outras etnias têm ligações históricas com o oceano. O foco é extrair minerais críticos usados em baterias de veículos elétricos e tecnologia militar.

A ideia envolve áreas profundas próximas à trench de Aleutian e planícies abissais do mar de Bering e do Golfo do Alaska, em profundidades superiores a 4 mil metros. A BOEM abriu uma consulta pública de 30 dias, iniciada em 29 de janeiro de 2026.

Ainda não ficou claro quais empresas se interessariam. A BOEM não divulgou nomes de proponentes; há especulações sobre interesse de empresas do setor, sem confirmação de planos específicos para o Alaska.

Especialistas e representantes indígenas ressaltam impactos potenciais sobre a pesca, ecossistemas e direitos de consentimento das comunidades. Organizações ambientais destacam a importância de normas internacionais e consultas robustas.

Indígenas do Alaska enfatizam que o consentimento prévio é crucial e que regulações federais podem não bastar para atender padrões legais internacionais. Observadores apontam que decisões afetam modos de vida locais.

O quadro institucional permanece em aberto. A BOEM aponta áreas com potencial mineral e destaca zonas de nursery pesqueira e habitats sensíveis que podem ficar sujeitas a restrições de pesca bottom trawling.

Até o momento, não houve confirmação de planos de mineração no Alaska por empresas listadas publicamente. Alguns players do setor indicaram interesse, mas afirmaram não ter programas confirmados para a região.

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