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No DF, Xavante e Xingu recebem diagnóstico precoce em carreta

Carreta do programa Agora Tem Especialistas atende 17 mulheres indígenas Xavante e Xingu no Distrito Federal para diagnóstico precoce de câncer de mama e colo do útero

Foto: Ministério da Saúde/MS
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  • Carreta do programa Agora Tem Especialistas atendeu 17 mulheres indígenas Xavante e Xingu em Taguatinga (DF), com ultrassom de mama, mamografia, biópsia mamária e exames do colo do útero.
  • Atendimentos foram realizados por equipe multiprofissional e tradutora, com adaptações para respeitar a cultura indígena; as pacientes ficam na Casa de Saúde Indígena de Brasília.
  • Os procedimentos foram agendados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, conforme central de regulação, e as pacientes possuem encaminhamento do gestor local.
  • A carreta já realizou mais de 2,5 mil atendimentos no Distrito Federal, oferecendo serviços de saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem.
  • Além das carretas, mutirões de saúde indígena contabilizam mais de 21 mil atendimentos nos DSEIs e Casai; neste ano, começa o primeiro mutirão de cirurgias oftalmológicas em território indígena, com catarata, até 22 de fevereiro.

Na unidade móvel do Governo do Brasil em Taguatinga (DF), 17 mulheres indígenas dos DSEI Xavante e Xingu (MT) receberam atendimento para diagnóstico precoce de câncer de mama e colo do útero. A ação ocorreu nesta quarta-feira, com ultrassonografias, mamografias, biópsia mamária e exames anatomopatológicos.

A equipe multidisciplinar contou com tradutora para facilitar a comunicação e assegurar o respeito às culturas locais. A ação foi organizada para reduzir barreiras linguísticas e administrativas, assegurando atendimento adequado às comunidades atendidas.

A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, que atua em saúde da mulher e exames de imagem. O atendimento ocorreu na carreta de saúde da mulher instalada no estacionamento do Hospital Regional de Taguatinga, com agendamento prévio pelo SUS.

Resultados e continuidade do cuidado

As pacientes permaneceram na Casa de Saúde Indígena de Brasília (Casai), que recebe indígenas vindos de aldeias para tratamento de média e alta complexidade na rede SUS. O agendamento dos procedimentos seguiu critérios da central de regulação da Secretaria de Saúde do DF.

Segundo a Secretaria de Saúde, a carreta já realizou mais de 2,5 mil atendimentos no DF desde o início do projeto. O serviço é ofertado mediante encaminhamento do gestor local e está disponível para exame de imagem e avaliação especializada.

A secretária adjunta de Saúde Indígena destacou que ações como essa ampliam o acesso à assistência e reduzem o tempo de espera. O programa também tem promovido mutirões que somaram mais de 21 mil atendimentos nos DSEIs, incluindo Xavante e Xingu, com diversas especialidades.

Mutirões e próximos passos

Ainda neste ano, está previsto o primeiro mutirão de cirurgias oftalmológicas em território indígena, com procedimentos de catarata entre 17 e 22 de fevereiro no DSEI Médio Solimões e Afluentes. Novas etapas estão programadas para os DSEIs Xavante e Médio Solimões, além de capacitação de profissionais para expedições futuras.

Avaliação dos resultados aponta melhoria no acesso a exames como mamografia diagnóstica, ultrassonografia e ginecologia. A rede de Casai continua a oferecer suporte e acolhimento às comunidades atendidas, fortalecendo a continuidade do tratamento no SUS.

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