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Bares de hotel mudaram a história da coquetelaria

Bares de hotel moldaram a coquetelaria ao transformar o balcão em espaço de convivência e elegância, domínio de muitos dos melhores bares do mundo

Bar de hotel é ponto de encontro, território neutro, elegante e confortável para apreciar drinques
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  • O bar de hotel tornou-se espaço de convivência elegante, onde se bebe para observar, conversar e passar o tempo, levando o coquetel a acompanhar a experiência do lugar.
  • Do fim do século XVIII ao início do XIX, a melhoria dos destilados e o surgimento de grandes hotéis criaram ambientes exclusivos, elevando o papel do bartender e institucionalizando os clássicos.
  • Destaques históricos incluem Ada Coleman no American Bar do Hotel Savoy, em Londres, e Bar Hemingway no Ritz, em Paris, marcas de referência da coquetelaria da época.
  • Nos Estados Unidos, o The Roosevelt Hotel, em Nova Orleans, consolidou o Sazerac como padrão, enquanto o Long Bar do Raffles Singapura mostrou o coquetel como parte da experiência do espaço.
  • Hoje, sete dos cinquenta melhores bares do mundo funcionam dentro de hotéis, com exemplos como o Connaught Bar, em Londres, e o Fasano São Paulo, evidenciando a continuidade dessa tradição.

O bar de hotel mudou a história da coquetelaria ao longo de séculos. Do caos das tavernas à sofisticação dos balcões, uma evolução ligada à melhoria de técnicas e ao surgimento de hotéis de elit ao redor do mundo.

Entre o fim do século XVIII e o início do XIX, a bebida ganhou qualidade e constância. Ao mesmo tempo, hotéis emergiram como espaços de encontro para viajantes cultivados, oferecendo conforto e ambiente para conversar.

Nessa transformação, o bar passou a ser o palco de encontros, negócios e convivência. O coquetel acompanhava conversas relevantes, não apenas festas barulhentas.

Exemplos marcantes

Em Londres, o American Bar do Savoy destacou Ada Coleman, uma bartender reconhecida na época pela atuação e por receitas como Hanky Panky. Ela criou uma identidade para o balcão.

Na Paris de Ritz, o Bar Hemingway trouxe serviço cuidadoso e ritmo de atendimento, elevando o coquetel a parte da experiência do espaço. O ambiente passou a ditar a presença do drinque.

Na América do Norte, Nova Orleans ganhou referência no The Roosevelt Hotel. O Sazerac Bar consolidou o padrão do coquetel como parte do desempenho do local.

O histórico Long Bar do Raffles Singapura também evidencia essa lógica: pedir o Singapore Sling é parte da experiência do espaço e da cultura local.

Cenário contemporâneo

Hoje, sete dos 50 melhores bares do mundo funcionam dentro de hotéis, sinalizando a continuidade dessa herança. O ambiente e o serviço seguem guiando a coquetelaria global.

O Connaught Bar, em Londres, exemplifica o ritual, o tempo de atendimento e a atmosfera que definem a casa. O Dry Martini é visto como símbolo do ápice da coquetelaria.

No Brasil, o Fasano São Paulo e o Baretto, no mesmo hotel, reforçam a tradição com jazz, iluminação baixa e serviço cuidadoso. O bar de hotel permanece como espaço de presença e de experiência.

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