- O julgamento em Los Angeles abriu com disputa sobre a demolição da mansão de Malibu projetada por Tadao Ando, comprada por Kanye West por $57,3 milhões em 2021.
- Tony Saxon afirma ter se machucado ao atender as exigências de Ye durante a obra e busca $75 mil de compensação, enquanto a defesa sustenta que Saxon era contratado sem licença e embolsou mais de $240 mil em seis semanas.
- O advogado de Saxon descreve Ye como visionário volátil que planejava transformar o imóvel em um abrigo off‑grid, com remoção de banheiros, encanamento, janelas, tomadas, fiação, jacuzzi e lareiras.
- Também segundo a acusação, Ye queria eliminar elementos como escadas de cimento e substituí-las por um tobogã de três andares; Saxon teria trabalhado sem licenças e se machucado ao supervisionar remoção de chaminas.
- O advogado de Ye afirma que Saxon foi bem pago e que ele não tinha autorização para ficar no local; sustenta que não há registro médico de acidente no trabalho e que o caso depende da credibilidade.
Kanye West, conhecido como Ye, teve uma audiência de abertura em um julgamento em Los Angeles relacionados à demolição de uma mansão em Malibu, obra do arquiteto japonês Tadao Ando. A ação envolve Tony Saxon, que alega ter se machucado durante o trabalho e buscou compensação. Os advogados de Ye contestam as acusações, afirmando que Saxon era um contratado independente sem licença e que recebeu cerca de US$ 240 mil por seis semanas de trabalho.
A discussão central é se as ordens de demolição resultaram em danos físicos e financeiros para Saxon ou se as alegações não passam de reivindicações para obter dinheiro. A defesa sustenta que Saxon tinha responsabilidade sobre o andamento do projeto e que os problemas decorreram de decisões e atividades do próprio trabalhador.
Esse caso marca a primeira disputa a ir a júri entre várias ações envolvendo Ye nos últimos anos. Saxon alega que foi contratado para funções de gerente de projeto e segurança na residência, adquirida em 2021 por US$ 57,3 milhões, com vista para um estilo de vida minimalista e sustentável. A promotoria, porém, afirma que o trabalho não contava com as licenças necessárias e que houve desentendimentos sobre condições de trabalho e segurança.
O que aconteceu
- Saxon relata ter sido instruído a desmontar elementos estruturais da casa, incluindo chaminés, sob a direção de Ye, com objetivos de remodelação radical. O processo, segundo a acusação, resultou em ferimentos e alegações de uso inadequado de geradores que poderiam representar risco de intoxicação.
- A defesa sustenta que Saxon recebeu pagamento adequado e que o réu apenas pretendia realizar uma reforma, não uma demolição indiscriminada. Os advogados ressaltam que o trabalhador não possuía licença e que o projeto foi conduzido sem supervisão adequada.
Quem está envolvido
- Tony Saxon, autor da ação, que alega danos físicos e financeiros decorrentes do trabalho na mansão.
- Kanye West (Ye), proprietário da propriedade.
- Bianca Censori, mencionada como responsável por contatar Saxon para serviços, envolvida nos primeiros estágios do projeto.
Quando e onde
- O julgamento ocorre em Los Angeles, com as primeiras declarações de abertura realizadas nesta semana.
- A mansão de Malibu, adquirida em 2021 por cerca de US$ 57,3 milhões, é o foco do litígio, que envolve questões de licenças, responsáveis técnicos e condições de trabalho.
Por que
- A discussão gira em torno de responsabilidades e de se as decisões de demolição e remodelação teriam causado danos ao trabalhador ou se as acusações representam tentativa de obter compensação indevida.
- A defesa sustenta que Saxon, atuando sem licença, buscava beneficiar-se financeiramente, enquanto a acusação apresenta o caso como uma falha de gestão e de segurança na obra.
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