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Abertura do julgamento da mansão de Kanye West envolve disputa sobre demolição

Abertura do julgamento discute se a demolição da mansão em Malibu, desenhada por Tadao Ando, causou danos ao trabalhador ou se as acusações foram para obter dinheiro

Kanye West attends the 67th Annual GRAMMY Awards on February 02, 2025 in Los Angeles, California.
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  • O julgamento em Los Angeles abriu com disputa sobre a demolição da mansão de Malibu projetada por Tadao Ando, comprada por Kanye West por $57,3 milhões em 2021.
  • Tony Saxon afirma ter se machucado ao atender as exigências de Ye durante a obra e busca $75 mil de compensação, enquanto a defesa sustenta que Saxon era contratado sem licença e embolsou mais de $240 mil em seis semanas.
  • O advogado de Saxon descreve Ye como visionário volátil que planejava transformar o imóvel em um abrigo off‑grid, com remoção de banheiros, encanamento, janelas, tomadas, fiação, jacuzzi e lareiras.
  • Também segundo a acusação, Ye queria eliminar elementos como escadas de cimento e substituí-las por um tobogã de três andares; Saxon teria trabalhado sem licenças e se machucado ao supervisionar remoção de chaminas.
  • O advogado de Ye afirma que Saxon foi bem pago e que ele não tinha autorização para ficar no local; sustenta que não há registro médico de acidente no trabalho e que o caso depende da credibilidade.

Kanye West, conhecido como Ye, teve uma audiência de abertura em um julgamento em Los Angeles relacionados à demolição de uma mansão em Malibu, obra do arquiteto japonês Tadao Ando. A ação envolve Tony Saxon, que alega ter se machucado durante o trabalho e buscou compensação. Os advogados de Ye contestam as acusações, afirmando que Saxon era um contratado independente sem licença e que recebeu cerca de US$ 240 mil por seis semanas de trabalho.

A discussão central é se as ordens de demolição resultaram em danos físicos e financeiros para Saxon ou se as alegações não passam de reivindicações para obter dinheiro. A defesa sustenta que Saxon tinha responsabilidade sobre o andamento do projeto e que os problemas decorreram de decisões e atividades do próprio trabalhador.

Esse caso marca a primeira disputa a ir a júri entre várias ações envolvendo Ye nos últimos anos. Saxon alega que foi contratado para funções de gerente de projeto e segurança na residência, adquirida em 2021 por US$ 57,3 milhões, com vista para um estilo de vida minimalista e sustentável. A promotoria, porém, afirma que o trabalho não contava com as licenças necessárias e que houve desentendimentos sobre condições de trabalho e segurança.

O que aconteceu

  • Saxon relata ter sido instruído a desmontar elementos estruturais da casa, incluindo chaminés, sob a direção de Ye, com objetivos de remodelação radical. O processo, segundo a acusação, resultou em ferimentos e alegações de uso inadequado de geradores que poderiam representar risco de intoxicação.
  • A defesa sustenta que Saxon recebeu pagamento adequado e que o réu apenas pretendia realizar uma reforma, não uma demolição indiscriminada. Os advogados ressaltam que o trabalhador não possuía licença e que o projeto foi conduzido sem supervisão adequada.

Quem está envolvido

  • Tony Saxon, autor da ação, que alega danos físicos e financeiros decorrentes do trabalho na mansão.
  • Kanye West (Ye), proprietário da propriedade.
  • Bianca Censori, mencionada como responsável por contatar Saxon para serviços, envolvida nos primeiros estágios do projeto.

Quando e onde

  • O julgamento ocorre em Los Angeles, com as primeiras declarações de abertura realizadas nesta semana.
  • A mansão de Malibu, adquirida em 2021 por cerca de US$ 57,3 milhões, é o foco do litígio, que envolve questões de licenças, responsáveis técnicos e condições de trabalho.

Por que

  • A discussão gira em torno de responsabilidades e de se as decisões de demolição e remodelação teriam causado danos ao trabalhador ou se as acusações representam tentativa de obter compensação indevida.
  • A defesa sustenta que Saxon, atuando sem licença, buscava beneficiar-se financeiramente, enquanto a acusação apresenta o caso como uma falha de gestão e de segurança na obra.

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