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Justiça adia júri do caso Mãe Bernadete para 13 de abril

Júri de Mãe Bernadete, líder quilombola da Bahia, é adiado para 13 de abril por pedido da nova defesa, em Salvador

Maria Bernadete Pacífico, a Mãe Bernadete, morta em agosto de 2023 na Bahia – Foto: Reprodução/Redes Sociais
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  • O júri dos réus pelo assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete foi adiado para 13 de abril, a pedido da nova defesa.
  • A sessão ocorre no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, e a comunicação da nova data foi feita pela juíza Gelzi Maria Almeida.
  • Os acusados são Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos, denunciados por homicídio qualificado, feminicídio e outros crimes.
  • Mãe Bernadete Pacífico foi morta a tiros dentro de casa, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, após denunciar ameaças; a vítima participava do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos.

O julgamento dos réus pelo assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete foi adiado para 13 de abril. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) após pedido da nova defesa, e o júri popular ocorria no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

A mudança foi comunicada pela juíza Gelzi Maria Almeida, titular do 1° Juízo da 1ª Vara do Júri, no início da sessão desta terça-feira. O adiamento ocorreu após a defesa protocolar o pedido na tarde de segunda-feira (23).

Detalhes do caso

Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos são acusados de homicídio qualificado contra Mãe Bernadete Pacífico, em 2023, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A vítima foi morta com 25 tiros dentro de casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares.

Conforme a acusação, os dois réus respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de feminicídio e outros crimes. A vítima recebia proteção do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos.

Contexto e desdobramentos

Mãe Bernadete era integrante do Quilombo Pitanga dos Palmares e participava do Programa de Proteção do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O caso ganha destaque pela violência contra defensoras de direitos humanos na Bahia.

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