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Prisão e morte de Sicário ligado a Vorcaro são apuradas

Mourão, visto como 'Sicário' de Vorcaro, morre em Belo Horizonte após prisão pela Polícia Federal

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário" e contratado por Daniel Vorcaro para intimidar adversários, segundo a PF
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  • Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após ter sido preso pela Polícia Federal na quarta fase da Operação Compliance; o óbito foi registrado às 18h55, após protocolo de morte encefálica iniciado pela manhã.
  • Mourão estava internado desde quarta-feira e, segundo a PF, teria atentado contra a própria vida após a detenção.
  • A Polícia Federal diz que Mourão liderava grupo que monitorava alvos e planejava ações de intimidação contra desafetos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • Informações do celular de Vorcaro indicavam mensagens com Mourão indicando ataque contra o jornalista Lauro Jardim; o banqueiro negou as intenções de intimidar jornalistas.
  • Mourão era réu em investigação por lavagem de dinheiro e organização criminosa em Minas Gerais, apontando esquema entre 2018 e 2021 com empresas de fachada e centenas de vítimas; houve movimentações atípicas de 24,9 milhões de reais entre 2021 e 2021, e a empresa King Motors movimentou 3,3 milhões.

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu ontem no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). A morte foi confirmada pelo advogado Robson Lucas da Silva, defensor do suspeito.

A prisão ocorreu durante a quarta fase da Operação Compliance, realizada pela Polícia Federal. Mourão estava internado desde quarta-feira (4) e, segundo a PF, tentou o suicídio após a detenção.

A PF informou que Mourão foi socorrido pela própria corporação e encaminhado ao hospital em Belo Horizonte. O diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que as imagens do ocorrido estão registradas.

Segundo a PF, Mourão liderava grupo que monitorava alvos e planejava ações de intimidação contra desafetos de Daniel Vorcaro, banqueiro dono do Banco Master, também preso na mesma operação.

A defesa de Vorcaro negou que ele tenha planos de intimidar jornalistas, afirmando que as mensagens atribuídas foram tiradas de contexto.

Além de Mourão, Vorcaro é réu em ação de lavagem de dinheiro e organização criminosa em MG, referente a um esquema de investimento com empresas de fachada entre 2018 e 2021.

A investigação apontou movimentações atípicas de Mourão, incluindo R$ 24,9 milhões entre junho e julho de 2021. A empresa King Motors também teve movimentação relevante, de R$ 3,3 milhões.

Investigação e desdobramentos

As apurações apontam uma estrutura criminosa com três núcleos, atuando por meio de empresas de fachada e anúncios na internet. O MP aponta centenas de pessoas atingidas pelo esquema.

Caso precise de apoio emocional, o CVV atende 24h pelo telefone 188, e também oferece chat e e-mail. Estão disponíveis mais de 120 postos de atendimento no país.

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