- Uma mãe em Belém (Pará) contou nas redes sociais que encontrou o filho de três anos “alucinado” após ele ter tomado o remédio do irmão.
- O medicamento era usado no tratamento do TDAH e foi deixado na mesa da cozinha para não esquecer de administrá-lo antes de sair de casa.
- Horas depois, o caçula vomitou e passou a apresentar comportamento estranho; a mãe inicialmente não levou ao hospital, pois não via sinais típicos de mal-estar.
- Quase dez horas após a ingestão, as crianças foi levada ao pronto-socorro, onde recebeu diagnóstico de ingestão do remédio.
- O tratamento foi com soro e calmante, a criança se recuperou e a mãe pediu cuidado com medicamentos para evitar novos incidentes. especialistas destacam que o remédio é um neuroestimulante e pode causar agitação e outros sintomas em menores.
Um episódio que chamou atenção ocorreu em Belém (PA) envolvendo um menino de 3 anos que ingeriu medicamento do irmão e apresentou comportamento alterado. A mãe registrou o relato em vídeo nas redes sociais para alertar sobre os riscos de deixar remédios ao alcance de crianças. O remédio é usado no tratamento do TDAH.
Ana Caroline Greilich Picanço, 40, mãe de Heitor, 13, João, 9, e Pedro, 3, relatou que o filho ingeriu o medicamento do irmão logo após ficar exposto na mesa da cozinha. O remédio é composto por lisdexamfetamina dimesilato, inicialmente não identificado como causal pelo relato inicial.
Horas depois, Pedro começou a apresentar mal-estar e vômitos. Ao retornar do banho, o comportamento passou a ser mais agitado, com os olhos vidrados e fala acelerada. A família buscou atendimento médico apenas quase 10 horas após a ingestão.
Atendimento médico e diagnóstico
No pronto-socorro, o diagnóstico confirmou intoxicação medicamentosa. O tratamento adotado envolveu apenas soro e medicação calmante, já que o tempo desde a ingestão reduziu a eficácia de outros protocolos. A mãe informou que o menino se recuperou e está bem.
Entrevistas e orientações
Especialistas em pediatria destacam que a lisdexanfetamina é neuroestimulante de ação prolongada, com potencial para provocar agitação e surtos de fala descontrolada em crianças. A recomendação é manter medicamentos fora do alcance de menores e, em caso de ingestão acidental, buscar atendimento imediato.
O clínico ressalta que o medicamento de TDAH pode agir por cerca de 12 horas e requer monitoramento. Considera-se intoxicação medicamentosa a prática de tratar como tal até avaliação médica adequada. A prevenção é apontada como medida mais eficaz para evitar incidentes parecidos.
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