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Exílio de Antonio Dias é tema de exposição sobre trajetória do artista

Exílio de Antonio Dias é revisitado em São Paulo, com obras italianas da coleção Gió Marconi e foco na transição para a arte povera

Qualquer lugar é a minha terra. O exílio de Antonio Dias em exposição
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  • A exposição Antonio Dias: Image + Mirage fica na galeria Gomide&Co até o dia 21 e traz obras da coleção de Gió Marconi, cujo pai foi o primeiro galerista de Dias na Itália.
  • Na mostra, a expografia de Deyson Gilbert incorpora um contêiner italiano à exposição.
  • O núcleo da mostra mostra a transformação de Dias entre 1968 e 1971, com o gesto de retirada como eixo, em clara mudança da figuração para a linguagem pictórica.
  • O curador Gustavo Motta contextualiza as obras, destacando a passagem do artista pela Itália e a passagem para a arte povera, com signos e palavras que funcionam como fragmentos de linguagem.
  • Junto com a exposição, é lançado o livro Image/Mirage, organizado por Motta em parceria com as Galerias Gomide&Co e Sprovieri, contendo documentação arquivada no Instituto de Arte Contemporânea (IAC) de São Paulo.

Foi anunciada a exposição Antonio Dias: Image + Mirage, na galeria Gomide&Co. A mostra reúne obras produzidas na Itália entre 1968 e 1971, trazidas pela primeira vez ao Brasil a partir da coleção de Gió Marconi. A curadoria é de Gustavo Motta, com expozografia de Deyson Gilbert.

A mostra fica em cartaz até o dia 21. O conjunto expográfico incorpora um contêiner italiano usado para transportar as obras, que é exibido como elemento da montagem. As peças destacam a transformação da linguagem visual do artista durante aquele período.

Antonio Dias nasceu em 1944, em Campina Grande, na Paraíba. Transferiu-se para o Rio de Janeiro ainda jovem e integrou a Nova Figuração, movimento que respondeu ao contexto político do país na década de 1960. Em 1965, ganhou reconhecimento na Bienal de Jovens Pintores, em Paris.

Em Milão, Dias rompeu com a figuração e passou a explorar a arte povera, investigando limites da pintura. O crítico Tommaso Trini descreveu a mudança como uma transição que ampliou o papel do código de signos na obra. Termos como Anywhere is my land aparecem como enigmas visuais isolados.

Ao longo da carreira, o artista participou de importantes bienais e teve obras em museus de renome mundial. Nos anos 80, Dias retornou à cor e à materialidade, mantendo uma trajetória marcada pela reinvenção constante. A exposição acompanha o lançamento do livro Image/Mirage, organizado por Motta em parceria com Gomide&Co e Sprovieri.

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