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A melhor aposentadoria pode ser não se aposentar

Mais de sessenta, ainda ativos no rádio, veteranos questionam a aposentadoria enquanto o mercado busca vozes mais jovens

Boom Radio hosts Steve England and Graham Dene at the station’s fifth anniversary celebration.
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  • David Lloyd, aos 60 anos, viu oportunidades em rádio no Reino Unido minguarem após 40 anos na indústria.
  • A área é descrita como relativamente jovem, e ao chegar a idades como 60, muitos são afastados em favor de vozes mais novas.
  • Em 2020, início da pandemia, seu marido, Paul Robey, perdeu o emprego.
  • Lloyd percebe que colegas são afastados e recorrem a trabalhos por contrato ou consultoria, com anunciantes buscando ouvintes mais jovens.
  • Ele afirma estar no auge de suas capacidades e acredita estar melhor no rádio hoje do que aos 30 anos.

David Lloyd, veterano da rádio britânica, completa 60 anos em meio a mudanças profundas no setor. Após quatro décadas atuando como apresentador, produtor e gestor de emissora, as oportunidades reduziram-se e contratos passaram a dominar o cenário.

O caso dele ilustra um movimento mais amplo: profissionais de longa data são substituídos por vozes mais jovens para atrair anunciantes e audiências. Lloyd afirma que o mercado valoriza o frescor e a aposta em novos nomes.

Foi em 2020, no início da pandemia, que a situação se tornou ainda mais crítica para ele. O marido de Lloyd, Paul Robey, também DJ de rádio, perdeu o emprego.

Mudanças no mercado

A narrativa de Lloyd revela um ambiente em que muitos colegas foram deslocados para trabalhos por contrato ou consultorias, em vez de vagas estáveis. Observa-se que a preferência por vozes mais jovens tornou-se comum em programas de notícias.

Apesar disso, Lloyd diz que muitos apresentadores acima dos 60 ainda estão no auge criativo, com experiência e repertório ampliado. A percepção dele é de que a maturidade agrega competência ao trabalho.

O que está em jogo

Segundo o relato, a decisão de empreender ou buscar novas oportunidades depende de fatores econômicos e estratégicos das estações. O tema envolve carreira, identidade profissional e a percepção de valor do público.

O caso de Lloyd aponta para a necessidade de políticas que promovam continuidade de carreira para profissionais experientes no jornalismo e no entretenimento.

A pauta também destaca o impacto pessoal, com o repúdio a abandonar a atividade após décadas de atuação e aprendizado.

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