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Pastora é suspensa após igreja detectar vínculo com Epstein

Pastora é suspensa por 90 dias pela Igreja Metodista Unida enquanto apura relação profissional com Jeffrey Epstein

Pastora é suspensa após igreja descobrir vínculo com Epstein
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  • A Igreja Metodista Unida suspendeu temporariamente a pastora Stephanie Remington por 90 dias para investigação interna, afastando-a de suas funções clericais.
  • Remington trabalhou para Jeffrey Epstein em dois períodos: de agosto a dezembro de 2018 como assistente administrativa e de janeiro a maio de 2019 como gerente temporária de propriedades na ilha privada do financista.
  • A suspensão não envolve acusação criminal; a igreja investiga discrepâncias em relatos apresentados pela pastora e o cumprimento dos protocolos internos.
  • A pastora atuou na UMC por mais de 15 anos e, desde 2016, teve atividades ligadas ao Wesley Theological Seminary; a conferência afirma não ter conhecimento do vínculo com Epstein quando analisou seus relatórios.
  • A igreja afirmou manter padrões elevados de liderança espiritual e moral e expressou solidariedade às vítimas, enquanto o caso segue em análise pela investigação interna.

A Igreja Metodista Unida suspendeu temporariamente a pastora Stephanie Remington após confirmar seu vínculo profissional com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. A medida visa permitir a investigação interna sobre a conduta da dirigente. A suspensão é de 90 dias, com afastamento das funções clericais durante esse período.

A denominação afirmou que a ação não envolve acusações criminais contra Remington, mas aponta discrepâncias em relatos apresentados pela pastora. A investigação busca esclarecer se os protocolos internos foram cumpridos pela igreja.

Vínculo com Epstein

Conforme apurado, Remington trabalhou para Epstein em dois períodos. De agosto a dezembro de 2018 atuou como assistente administrativa. De janeiro a maio de 2019, foi gerente temporária de propriedades na ilha particular do financista.

Na época, Epstein já enfrentava condenação por crimes sexuais e novas acusações de tráfico de menores. A igreja informou que a decisão não equivale a uma acusação criminal, apenas à apuração de condutas e compatibilidade com normas internas.

Histórico ministerial

Remington atua na UMC há mais de 15 anos, passando por diferentes congregações. Em 2016 pediu licença após o divórcio, e depois afirmou atuar em atividades ministeriais no Wesley Theological Seminary, com aprovação da conferência regional.

Entre 2017 e 2018, trabalhou remotamente para o seminário enquanto residia nas Ilhas Virgens Americanas. A conferência afirmou não ter conhecimento do vínculo com Epstein no momento da análise de seus relatórios.

Declarações e informações adicionais

Remington disse ter informado parte de suas atividades a um superintendente distrital em reunião virtual. Ela reconheceu falhas em enviar relatórios à conferência e afirmou não ter certeza de entendimento sobre a menção a Epstein.

A pastora afirmou nunca ter presenciado abusos durante o período em que trabalhou com Epstein. Em texto pessoal, descreveu um dilema ético ao aceitar o trabalho, fundamentado em suas convicções religiosas.

A igreja reforçou que o caso segue em análise, com apuração dos fatos e da conformidade com normas da denominação. Até a conclusão, Remington permanece afastada de todas as funções ministeriais.

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