- O tenente-coronel Geraldo Neto foi preso na manhã de quarta-feira, em São José dos Campos, interior de São Paulo, após pedido de prisão preventiva apresentado pela Polícia Civil.
- A prisão ocorreu por volta de 8h20 no apartamento do casal; Neto saiu do local cerca de 30 minutos depois, acompanhado de policiais.
- A vítima é a policial militar Gisele Alves Santana. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro; laudos da exumação e depoimentos indicam suspeitas que ajudam a investigar entre feminicídio e suicídio.
- Neto ficará detido no presídio militar Romão Gomes, em São Paulo, com investigações em andamento pela Corregedoria Militar e pela Polícia Civil, que divergem em relação à versão apresentada pelo tenente-coronel.
- Familiares relatam um relacionamento conturbado com ciúmes, possível abuso e restrições impostas a Gisele; a defesa nega as acusações e pretende entrar com habeas corpus.
A Polícia Civil prendeu o tenente-coronel Geraldo Neto no interior de São Paulo por suspeita de envolvimento na morte da esposa, Gisele.
O caso é investigado como feminicídio e ganhou repercussão pela posição do suspeito dentro da corporação.
Segundo o R7, a prisão ocorreu após avanço das investigações, que reuniram elementos considerados suficientes para a detenção do militar.
Ele foi localizado e preso em uma cidade do interior paulista, e o caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil.
O que se sabe sobre o caso
De acordo com as informações divulgadas, Gisele foi encontrada morta, e a investigação passou a tratar o caso como feminicídio. A linha principal apura se houve crime cometido pelo próprio marido.
A polícia trabalha com a hipótese de violência dentro do contexto doméstico, o que caracteriza o feminicídio pela legislação brasileira.
O enquadramento considera crimes cometidos contra a mulher por razões da condição de gênero.
Em termos simples, isso significa que o caso não é tratado apenas como homicídio comum, mas como um crime agravado pela relação entre vítima e suspeito.
O que acontece agora
Com a prisão, o tenente-coronel passa a ficar à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento. A investigação deve aprofundar a coleta de provas, incluindo perícias e depoimentos.
O caso também pode avançar para denúncia do Ministério Público, caso a acusação seja formalizada com base nas evidências reunidas.
Na prática, a prisão marca uma nova etapa do processo, mas ainda não encerra a apuração. A definição sobre culpa ou inocência dependerá das próximas fases da investigação e do julgamento.
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