- Sophia Emanuelly, de 3 anos, morreu em 17 de fevereiro em Ribeirão Preto, após maus-tratos pela dupla avô materno e companheira dele.
- Laudo aponta agressões diversas ao longo do tempo, desnutrição severa (6,5 kg, 81 cm) e morte por asfixia/esganadura.
- A menina morava desde 2024 com o avô, José dos Santos, 42 anos, e Karen Tamires Marques, 33, em Ribeirão Preto; anteriormente ficou com a mãe em Itapetininga, que perdeu a guarda por dependência química.
- A avó materna descreve contato limitado com o avô; conversas gravadas com o Conselho Tutelar de Itapetininga apontam dificuldades para conseguir guarda e acompanhar o caso.
- A avó pretende processar os conselhos tutelares de Itapetininga e de Ribeirão Preto; o avô e a companheira foram presos no dia da morte.
Maiores detalhes sobre a morte da criança Sophia Emanuelly Souza foram divulgados após o laudo do caso. A menina, de 3 anos, faleceu no dia 17 de fevereiro em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ela morava com o avô materno, José dos Santos, de 42 anos, e a companheira dele, Karen Tamires Marques, de 33, desde 2024.
Antes disso, Sophia morava com a mãe em Itapetininga, a cerca de 320 quilômetros de Ribeirão Preto. A mãe perdeu a guarda da filha por questões de dependência química. O conselho tutelar de Itapetininga não informou por que não ficou com a guarda, deixando o avô materno responsável pela criança.
Após a mudança, a menina sofreu maus-tratos relatados pela família. A companheira do avô confessou que esganou Sophia duas vezes no dia da partida e que a agressão ocorria sempre que a criança não queria comer. No dia 17 de fevereiro, o avô levou Sophia já sem vida para uma UPA; médicos reconheceram sinais de maus-tratos. Avô e companheira foram presos naquele mesmo dia.
Laudo aponta as causas e o estado da criança
O laudo médico aponta agressões repetidas ao longo do tempo, desgaste extremo e desnutrição grave. Sophia pesava 6,5 kg e tinha 81 cm de altura, valores compatíveis com um bebê de cerca de quatro meses. A delegada Michela Ragazzi descreveu que a criança foi vítima de violência prolongada e morreu por asfixia, possivelmente durante a esganadura.
Repercussões familiares e atuação do conselho tutelar
Segundo a avó materna, Sophia tinha contato restrito com o avô durante o período em que esteve sob tutela dele. Ela relatou ter visto fotos da neta em estado desnutrido no final de 2023 e acionou o Conselho Tutelar de Itapetininga. Em conversas gravadas com a conselheira, foram discutidos encaminhamentos para a guarda e a necessidade de verificar a situação na cidade de Ribeirão Preto.
A avó afirmou que pretende processar os conselhos tutelares de Itapetininga e de Ribeirão Preto, alegando falhas no acompanhamento da criança. A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do caso e o relacionamento entre a mãe, o avô e a companheira dele.
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