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Cinco aves consideradas desaparecidas são redescobertas em 2025

Cinco pássaros tidos como perdidos foram redescobertos em 2025, reforçando o papel de alerta precoce para conservação e atualização da lista

The vulnerable Rufous-breasted blue flycatcher was photographed on Luzon Island in March 2025. It was last documented in 2008. Image by kenny_well via iNaturalist (CC BY-NC 4.0).
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  • Em 2025, cinco aves consideradas perdidas foram redescobertas, todas em ilhas da Ásia-Sudoeste e Oceania.
  • Bismarck kingfisher (Ceyx websteri) foi fotografado em maio, no arquipélago de Bismarck, último registro há 13 anos.
  • Biak myzomela (Myzomela rubrobrunnea) foi fotografado nas ilhas Biak e Supiori, marcando presença pela primeira vez em duas décadas.
  • Broad-billed fairywren (Chenorhamphus grayi) foi registrado por foto e pelo canto pela primeira vez em 11 anos.
  • Sulu cuckooshrike (Coracina guillemardi) e rufous-breasted blue flycatcher (Cyornis camarinensis) também foram fotografados: o primeiro nas ilhas de Sulu, o segundo em Luzon, com última observação de 2008.

In 2025, cinco pássaros considerados perdidos foram reencontrados, segundo a atualização anual da Lista de Aves Perdidas. Os relatos, de observadores em campo, mostram espécies que não eram fotografadas nem registradas há pelo menos dez anos. Um caso adicional ocorreu em Chad, com a documentação de uma ave considerada desaparecida por 94 anos. A lista é mantida pelo projeto Search for Lost Birds, em parceria com American Bird Conservancy, Re:wild e BirdLife International.

Os encontros foram verificados por observadores independentes e divulgados ao público por meio de plataformas de observação de aves. Entre as espécies reencontradas no arquipélago de Bismarck, na Papua-Nova Guiné, está o kingfisher de Bismarck (Ceyx websteri), registrado em maio após 13 anos sem registros. No entorno da Indonésia, Biak myzomela (Myzomela rubrobrunnea) foi fotografada pela primeira vez em duas décadas, em Biak e Supiori. Também na Oceania, o broad-billed fairywren (Chenorhamphus grayi) teve a primeira observação em 11 anos, com registro de som.

Destaques de 2025 e rótulos de atualização

Na região filipina, foram tiradas fotos do Sulu cuckooshrike (Coracina guillemardi) e do rufous-breasted blue flycatcher (Cyornis camarinensis), marcando observações após 18 e 17 anos, respectivamente. Ainda em 2025, Harish Thangaraj registrou sons de Jerdon’s courser (Rhinoptilus bitorquatus) no sul da Índia, porém sem fotos suficientes para confirmação oficial. A confirmação depende de documentação adicional para ser incluída como encontrada.

Em fevereiro de 2026, dois observadores franceses fotografaram a rusty bush lark (Calendulauda rufa), na região do Sahel, em Chad, sendo a última avistagem registrada há 94 anos. Trata-se de um novo registro que amplia a lista de espécies encontradas desde 2025, mas ainda depende de validação científica.

Espaço para mudanças na lista e reclassificações

Entre os avanços, a lista em 2025 acrescentou classificações que alteraram a categoria de algumas aves. O white-chested tinkerbird, da Zâmbia, originalmente conhecido por um único exemplar de 1964, passou a ser considerado uma subespécie do yellow-rumped tinkerbird (Pogoniulus bilineatus makawai). Tais reclassificações evidenciam que nem sempre o retorno à descoberta implica restauração da espécie como tal, e sim ajustes taxonômicos.

De modo geral, island birds seguem representando o maior desafio, dada a fragilidade de habitats e a vulnerabilidade a invasões e mudanças climáticas. A equipe do projeto acredita que a participação da comunidade global de observadores já ajudou a reduzir a lista de perdidos em cerca de 25% nos últimos cinco anos, elevando a esperança de um eventual objetivo de zerar a lista.

Perspectivas para 2026

Para 2026, seis novas espécies entraram na lista, todas de ilhas e sem registro há mais de dez anos. Entre elas estão o Mindoro bleeding-heart (Gallicolumba platenae) e o Mindoro imperial pigeon (Ducula mindorensis), ambos da Mindoro, Filipinas; além do Guadalcanal honeyeater (Guadalcanaria inexpectata) e do Minahasa shortwing (Heinrichia simplex), de novas regiões da Indonésia; e o Samoan white-eye (Zosterops samoensis) e o Vanikoro white-eye (Zosterops gibbsi), de Samoa e das Ilhas Salomão, respectivamente.

A organização ressalta que a situação dos pássaros-endêmicos de ilhas é especialmente crítica, dada a disponibilidade limitada de habitat e a pressão de espécies invasoras. Ainda assim, a expectativa é de que a mobilização global de observadores possa reduzir ainda mais a lista de perdidos, mantendo o foco na conservação.

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