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Julgamento de Henry Borel é adiado após abandono de defesa de Jairinho

Julgamento de Monique Medeiros e Jairinho é adiado após abandono de plenário pela defesa; nova data fica em vinte e dois de junho, com pedido de nomeação da Defensoria Pública

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  • Julgamento de Monique Medeiros e Jairinho foi adiado no Rio de Janeiro após a defesa de Jairinho abandonar o plenário do II Tribunal do Júri.
  • Nova data fica para 22 de junho deste ano; defesa pediu adiamento alegando necessidade de análise de provas.
  • O advogado assistente de acusação, Cristiano Medina, disse que a defesa pode tentar protelar e pediu a nomeação da Defensoria Pública para evitar novas interrupções.
  • Os réus respondem por homicídio tripla qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual; o Conselho de Sentença terá sete membros.
  • O caso envolve a morte do menino Henry Borel, de quatro anos, ocorrida em março de vinte e um na Barra da Tijuca, com necropsia mostrando 23 lesões e morte por hemorragia interna e laceração hepática.

O julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi adiado nesta segunda-feira no Rio de Janeiro. A suspensão ocorreu após o abandono do plenário por parte da defesa de Jairinho no II Tribunal do Júri. A nova data ficou marcada para 22 de junho deste ano.

O advogado Cristiano Medina, que atua como assistente da acusação, afirmou na chegada ao Tribunal de Justiça que a defesa dos réus busca protelar o julgamento. Medina classificou a aposta de adiamento como desrespeito ao Poder Judiciário e à família da vítima.

Medina solicitou à juíza a indicação da Defensoria Pública para acompanhar a próxima sessão e evitar novo abandono de plenário, que poderia interromper o andamento do júri.

Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O Conselho de Sentença será formado por sete cidadãos.

Caso Henry Borel

Henry Borel, de 4 anos, faleceu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. A versão inicial foi de acidente doméstico.

O laudo de necropsia do IML, porém, apontou 23 lesões no corpo da criança e identificou morte por hemorragia interna e laceração hepática provocadas por agressão contundente.

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