- Polícia Civil do Tocantins, em ação chamada Vitrine Oculta, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Montes Claros, Minas Gerais, contra uma quadrilha que usava sites falsos de acompanhantes para extorquir homens.
- A investigação começou após uma vítima relatar que recebeu ameaças após tentar contratar uma suposta acompanhante por meio de um site, em abril de 2025.
- Os criminosos exigiam pagamento adiantado por transferência bancária e, após a negativa, enviavam áudios com ameaças e dados para intimidar as vítimas.
- Durante a operação, foram apreendidos documentos, aparelhos eletrônicos e principalmente celulares; as investigações também identificaram pagamentos feitos por Pix e possíveis outras vítimas.
- O grupo atuava a partir de Montes Claros, com divisão de funções entre captação de vítimas, recebimento dos valores extorquidos e envio de ameaças; as peças coletadas serão analisadas para ampliar a investigação.
Uma quadrilha que usava sites falsos de acompanhantes para extorsão foi desarticulada pela Polícia Civil de Tocantins. A operação ocorreu na manhã desta terça-feira, durante a ação Vitrine Oculta, com cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Montes Claros, Minas Gerais, com apoio de policiais mineiros.
Segundo apuração, o grupo solicitava pagamento adiantado por meio de transferência bancária para contratar garotas de programa. Ao ser negada a contratação, a vítima recebia mensagens e áudios com ameaças graves, incluindo indicação de que a casa da vítima seria visitada para buscar valores.
Houve registro de pagamentos realizados por Pix, ligados a contas vinculadas aos investigados. Também foi identificado que outra mulher anunciada no mesmo site chegou a receber valores, alimentando a suspeita de atuação integrada entre as vítimas e os integrantes.
Desdobramentos
A investigação aponta atuação interestadual, com a prática iniciada a partir de Montes Claros, no estado de Minas Gerais. A operação envolveu quebra de sigilo telemático e análise de movimentações financeiras para mapear a estrutura da organização.
Entre os alvos, uma investigada era responsável por receber os valores extorquidos, outra atuava com as ameaças, e uma terceira fazia a captação das vítimas usando perfis falsos. Materiais apreendidos serão analisados para identificar novos integrantes e possíveis novas vítimas.
O delegado responsável afirmou que o grupo é estruturado e utiliza plataformas digitais para atrair as vítimas, aplicando golpes com base em grave intimidação. As autoridades deverão aprofundar a identificação de demais envolvidos.
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