Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Jovem relata gravidez em local sem maternidade disponível

Gestante de Fernando de Noronha não pode ter bebê na ilha; parto ocorre no continente por ausência de maternidade e de especialistas

Nicole mora em Fernando de Noronha — Foto: Arquivo pessoal
0:00
Carregando...
0:00
  • Nicole Naque Menezes, 20 anos, deixou o interior de Pernambuco para morar em Fernando de Noronha em 2023 e abriu uma agência de turismo com o namorado, Davi.
  • Com 16 semanas de gestação, ela vive a gravidez na ilha, mas precisará viajar ao continente para o parto, já que Noronha não tem maternidade desde 2004.
  • O pré-natal na ilha ocorre até a 28ª semana, com atendimento por enfermeiras e médicos; ultrassons são feitos quando o especialista vem ao arquipélago, cerca de uma vez por mês.
  • A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco diz que, a partir da 28ª semana, as gestantes são encaminhadas para Recife, com passagem, hospedagem e translado custeados pelo governo.
  • A bebê, chamada Analua, tem parto previsto para 3 de setembro; Nicole ganhou visibilidade nas redes ao compartilhar a rotina da gravidez na ilha, com vídeos chegando a mais de 1,5 milhão de visualizações.

Nicole Naque Menezes, de 20 anos, descobriu a gravidez ao morar em Fernando de Noronha, ilha de Pernambuco. Com sete meses, precisou viajar ao continente para dar à luz, devido à ausência de maternidade na ilha.

Ela se mudou para Noronha em 2023 com o parceiro Davi, com quem abriu uma agência de turismo. Em 2025 voltou ao continente para as festas de fim de ano e descobriu a gestação apenas após um teste de farmácia.

Na reta final, a gestação exige saída do arquipélago: o pré-natal ocorre na ilha até o sétimo mês, com visitas mensais a enfermeiras e médicos. O ultrassom só acontece quando o médico visita o local, cerca de uma vez por mês.

A partir da 28ª semana, as gestantes costumam ser encaminhadas ao continente, principalmente a Recife. O governo de Pernambuco cobre passagem, hospedagem e suporte logístico para parto seguro, segundo a SES-PE.

Nicole, que está com 16 semanas de gestação, aguarda o nascimento da filha Analua, previsto para 3 de setembro. Ela planeja retornar à ilha após as primeiras vacinas e o teste do pezinho.

Não há lei que impeça o nascimento em Noronha, mas não há maternidade ativa desde 2004. O Hospital São Lucas não dispõe de UTI obstétrica, o que motiva o deslocamento para o continente no final da gestação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais