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Relatório aponta que jovens foram encurralados no Massacre de Paraisópolis

Relatório aponta encurralamento de jovens durante o Baile da DZ7; violência policial desproporcional resultou em nove mortes por asfixia mecânica

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  • Em 1º de dezembro de 2019, durante o Baile da DZ7 na região de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, nove jovens morreram por asfixia mecânica.
  • Um relatório da agência Arquitetura do Cerco Policial, produzido pela Agência Autônoma: Cidades, Direitos e Territórios (UnB) com base em imagens de câmeras e celulares, reconstrói a operação policial.
  • A investigação aponta uso de violência desproporcional, com morteiros, bombas de gás lacrimogêneo, agressões a jovens em fuga e ordens de dispersão como “vai morrer todo mundo”.
  • O baile reuniu cerca de cinco mil pessoas; a ação ocorreu entre as ruas Rodolfo Lutze, Iratinga e Ernest Renan, com a maior pressão na Viela do Louro.
  • A SSP informou que inquéritos foram concluídos em dois mil e vinte e um e dois mil e vinte, com indiciamento de nove agentes por homicídio culposo, a serem encaminhados ao Judiciário.

Seis anos após o ocorrido, um relatório revisita o Massacre de Paraisópolis, ocorrido no dia 1° de dezembro de 2019, durante o Baile da DZ7 na zona sul de São Paulo. A investigação mostra que cerca de 5 mil pessoas estavam nas ruas Rodolfo Lutze, Iratinga e Ernest Renan, quando a operação policial começou por volta das 3h40. Nove jovens morreram por asfixia mecânica após ficarem encurralados na Viela do Louro.

O estudo Arquitetura do Cerco Policial, produzido pela Agência Autônoma: Cidades, Direitos e Territórios, com sede na UnB, utiliza imagens de câmeras de vigilância e registros de celulares coletados pela Defensoria Pública. Os dados apontam violência desproporcional, incluindo disparos de morteiros, bombas de gás e ações contra jovens em fuga, além de ordens de dispersão agressivas.

A dinâmica da ação foi marcada por três momentos. Inicialmente, a polícia cercou as esquinas da Rua Ernest Renan, bloqueando rotas de dispersão. Em seguida, ocorreram ações violentas no interior da quadra, especialmente na boca da Viela do Louro. Muitos jovens buscaram refúgio em estabelecimentos próximos, enquanto parte da multidão se abrigou na viela estreita, onde ocorreu o encurralamento que resultou nas mortes.

Segundo a SSP, os inquéritos foram concluídos em 2020 e 2021, com o indiciamento de nove agentes por homicídio culposo, encaminhados ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. A CNN Brasil procurou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, mas não houve retorno até a publicação.

O Baile da DZ7, promovido na comunidade de Paraisópolis desde 2015, é um dos bailes funk mais conhecidos de São Paulo, reunindo milhares de jovens periféricos a cada edição. Na madrugada de 1° de dezembro de 2019, a operação policial integrada ao que ficou conhecido como Operações Pancadão resultou na morte de nove jovens por asfixia indireta.Entre as vítimas estavam jovens com idades entre 14 e 23 anos, cujo óbito chamou atenção para a atuação policial naquele dia.

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