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Aeronáutica vai analisar obras a 20 km do Campo de Marte

Mudança para IFR no Campo de Marte cria zonas de proteção mais restritivas até vinte quilômetros, exigindo autorização da Aeronáutica para obras com elevações relevantes no entorno

Aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo
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  • Mudanças no Campo de Marte passam a exigir autorização da Aeronáutica para obras localizadas até 20 quilômetros do aeroporto, com transição para operação IFR (voos por instrumentos).
  • Em 19 de março, a PAX Aeroportos concluiu obras previstas no contrato de concessão, que autorizam a mudança para IFR; a ANAC cabe homologar o aeroporto e o Decea, autorizar o início da operação.
  • A FAB aponta que a transição para IFR cria zonas de proteção mais restritivas, o que pode impactar empreendimentos em áreas com elevações significativas ao redor do aeródromo.
  • A ANAC informou que definir restrições de altura para edificações na região é competência exclusiva do Decea, dentro do Plano de Zona de Proteção.
  • O mapa de 20 quilômetros, conhecido como Superfície Horizontal Externa, deve ser elaborado para identificar obstáculos; qualquer restrição de altitude será avaliada individualmente pelo Decea.

O Aeródromo Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, passará a operar por IFR não-precisão. A mudança envolve a geração de zonas de proteção mais restritivas para áreas até 20 quilômetros do local. A decisão ocorre após obras concluídas pela PAX Aeroportos no contrato de concessão.

A conversão para IFR depende de homologação pela ANAC e autorização do Decea para o início da operação por instrumentos. A FAB afirma que as zonas de proteção serão mais rígidas do que as atuais, impactando empreendimentos em áreas com elevações significativas ao redor do aeródromo.

A ANAC informou que eventuais restrições de altura nas áreas de entorno são competência exclusiva do Decea. A CNN Brasil procurou Decea e Secovi-SP, mas não obteve retorno até o momento.

Mudanças no aeroporto

As intervenções incluem construção de uma nova taxiway, afastando a faixa de pista, e melhoria de vias de serviço. Haverá áreas de segurança de fim de pista e substituição do sistema PAPI nas aproximações.

Outras melhorias envolvem pavimentação da pista e requalificação do sistema de drenagem. A implantação de IFR tende a aumentar a previsibilidade dos voos e a eficiência do sistema aeroportuário paulistano.

O Campo de Marte continuará operando com a mesma categoria de aeronaves. O espaço atende aviação de negócios, além de apoiar operações das polícias, setores médico e de transplante de órgãos.

Por meio do mapeamento de 20 km, a Superfície Horizontal Externa visa identificar obstáculos relevantes às operações por instrumentos. O mapeamento não estabelece automatically restrições de ocupação urbana.

A análise de obstáculos e a aprovação final cabem exclusivamente ao Decea, conforme a assessoria do aeródromo. Todo o planejamento segue normas vigentes, incluindo a ICA 11 408.

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