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De Recepcionista em Nova York a Diretora-Geral do Rosewood São Paulo

De recepcionista em Nova York a diretora-geral do Rosewood São Paulo, Chapoton lidera a expansão da marca de luxo com foco em cultura, arte e design

Marie-Berengere Chapoton, diretora-geral do Rosewood São Paulo
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  • Marie-Berengere Chapoton, francesa, assume o Rosewood São Paulo após 25 anos na hotelaria de luxo, passando por 11 países e liderando operações em Roma, Rio de Janeiro e Bahrein; diz ter “voltado para casa” ao retornar ao Brasil.
  • Chegou ao Rosewood São Paulo no final de setembro, a hotelaria localizado na Cidade Matarazzo, Bela Vista, com foco em cultura, arte, gastronomia e design.
  • Iniciou a carreira como garçonete em Manchester, foi recepcionista em Nova York e integrou o Grupo Accor, abrindo e reposicionando hotéis e atuando em várias áreas (finanças, RH); já trabalhou em mais de 11 países.
  • O hotel é estruturado em cinco pilares e, sob liderança de Chapoton, mira elevar experiências nas suítes, fortalecer eventos e ampliar o papel dos mordomos; já realizou mais de seiscentos e oitenta casamentos.
  • Ela enfatiza que o sucesso veio ao longo de uma trajetória internacional, acredita na importância das pessoas e da cultura, e aponta a liderança feminina como tendência crescente na hotelaria de luxo.

Marie-Berengere Chapoton, francesa, assume desde o fim de 2024 a diretoria-geral do Rosewood São Paulo, na Cidade Matarazzo, Bela Vista. A nomeação marca retorno ao Brasil, onde viveu parte da carreira e onde seu filho nasceu. O Rosewood São Paulo é conhecido por cultura, arte e gastronomia.

Ao longo de 25 anos na hotelaria de luxo, Chapoton atuou em 11 países, comandando operações em Roma, Rio de Janeiro e no Bahrein, entre outros destinos. Na passagem pelo Brasil, liderou a transformação do Caesar Park em Sofitel Ipanema. Casos de Copa do Mundo e Olimpíadas trouxeram vínculos fortes com o país.

Formada em gestão de hospitalidade pelo Glion Institute, a executiva também tem MBA na França e fez liderança na Universidade Cornell, em 2024. Passou os últimos cinco anos no Bahrein, gerindo a abertura de um hotel, e dois anos nas Bermudas.

Iniciou a carreira como garçonete em Manchester e, pouco depois, chegou a Nova York como recepcionista. O primeiro impulso foi crescer na operação, assumindo diferentes funções até chegar a gerente geral. Em mais de duas décadas, somou posições em marcas como Sofitel, Fairmont e Raffles.

No início dos 2000, liderou aberturas e reposicionamentos em hotéis de alto padrão. Um ponto marcante foi a gestão da abertura do Sofitel Roma, a primeira oportunidade como gerente geral em um hotel próprio, aos 30 anos.

A primeira experiência à frente de um empreendimento aconteceu no Sofitel Roma, boutique com 100 quartos. Quatro anos depois, assumiu o Sofitel Montevideo Carrasco e, pouco depois, o Rio recebeu a aquisição do Caesar Park, levando Chapoton ao Brasil com nova missão.

A executiva cita a importância de respeitar pessoas e culturas, além de manter humildade e abertura para liderar. Em 11 de setembro, em Nova York, vivenciou um momento de gestão de crise que reforçou planejamento e resiliência.

Ao falar de liderança feminina, aponta avanços na hotelaria de luxo, com presença crescente de mulheres em cargos altos. No Brasil, cita exemplos de gerentes gerais em grandes redes e reforça que a diversidade cresce com o tempo, especialmente no Oriente Médio e na Europa.

Sobre o equilíbrio familiar, Chapoton revela ter levado o filho ao Brasil durante a gravidez e retornado a trabalhar rapidamente. Compartilha apoio do marido, que trabalha em Dubai, e enfatiza a importância de manter o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

No Rosewood São Paulo, a diretora ressalta pilares como cultura, arte, música, gastronomia e design. O hotel, inaugurado há quatro anos, mantém foco em experiências personalizadas, com ênfase nos mordomos e na criação de eventos, incluindo casamentos.

Em relação ao futuro, Chapoton planeja ampliar as experiências nas suítes, posicionar o Rosewood ainda mais no mercado paulistano e seguir investindo na curadoria de histórias que conectem clientes ao território brasileiro e à marca.

A executiva encerra destacando que o luxo, no setor de hospedagem, é feito por pessoas. Aposta em equipes de cerca de 700 talentos, destacando personalidade e curiosidade como diferenciais para a experiência do hóspede.

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