- Belo Horizonte retomou o serviço de patinetes elétricos em 18 de março, com cerca de 1.500 unidades da empresa JET nas regiões Centro e Oeste.
- Usuários têm circulado em vias arteriais, corredores de ônibus e calçadas, apesar das regras que restringem o uso a locais adequados e velocidades limitadas.
- Especialistas apontam que a diferença de velocidade entre patinetes e carros, aliada à pouca proteção do usuário, aumenta o risco de acidentes.
- O Ministério Público de Minas Gerais instaurou um procedimento para acompanhar a implantação do serviço, destacando riscos na circulação de patinetes em calçadas e a necessidade de fiscalização mais efetiva.
- A legislação vigente proíbe patinetes em vias arteriais, túneis e rodovias, com velocidades máximas de 20 km/h em ciclovias e 6 km/h em calçadas; a empresa alega monitorar equipamentos e bloquear usuários que descumprem regras.
A Belo Horizonte voltou a ter patinetes elétricos compartilhados, mas o uso irregular já preocupa autoridades. Em menos de uma semana, motoristas e pedestres convivem com veículos em vias de tráfego, em calçadas e em corredores, desrespeitando regras.
No dia 18 de março, a empresa Jet disponibilizou cerca de 1.500 patinetes distribuídos pelas regiões Central e Oeste. A ideia é facilitar deslocamentos curtos e ampliar a integração com o transporte público, mas a fiscalização ainda é considerada insuficiente.
Para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a preocupação não é a legalidade da operação, e sim a segurança. O órgão instaurou procedimento para monitorar a implantação do serviço na capital e avaliar riscos para pedestres, especialmente idosos e crianças.
Riscos à segurança viária
Especialistas destacam que, mesmo com regras claras, usuários passam a circular em vias arteriais, em corredores de trânsito rápido e em locais incompatíveis. A diferença de velocidade entre patinetes e veículos automotores aumenta o potencial de acidentes, segundo o médico Alysson Coimbra.
A falta de proteção física nos patinetes e a baixa visibilidade agravam o perigo. Em calçadas, o risco recai sobre pedestres, principalmente quem tem menor mobilidade. O promotor Fábio Finotti aponta que a regulamentação permite circulação lenta, mas a prática pode colocar pessoas vulneráveis em risco.
Fiscalização e medidas
A prefeitura informou que a Guarda Municipal e a Superintendência de Mobilidade atuam na fiscalização, além de a empresa recolher patinetes estacionados irregularmente e bloquear usuários que violam regras. O MPMG defende que a fiscalização precisa ocorrer de forma efetiva nas ruas.
Especialistas também destacam a necessidade de infraestrutura adequada, como mais ciclovias, para reduzir conflitos entre patinetes, veículos e pedestres. A reforma do espaço urbano é vista como parte essencial da segurança viária.
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