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Ruanda é destino para experiência de encontro com gorilas na selva

Gorilas-da-montanha em Ruanda atraem turistas a lodges Wilderness, unindo observação próxima à conservação e ao turismo de alto padrão

Repórter da Forbes ficou cara a cara com gorilas e conheceu em primeira mão os empreendimentos
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  • Ruanda tem 1.063 gorilas-da-montanha no Volcanoes National Park, na fronteira com Congo e Uganda, com o Susa Group sendo o mais estudado pelos pesquisadores.
  • Um fotógrafo encontrou-se cara a cara com o grupo por cerca de uma hora, respeitando a distância mínima de sete metros e o protocolo de visita.
  • O Wilderness Bisate Reserve, em Ruanda, abriu em 2024 com apenas quatro suítes; a suíte 1 tem 212 metros quadrados e a diária chega a US$ 4.930 por pessoa.
  • Em Akagera, o novo Magashi Peninsula foi inaugurado, oferecendo três villas e foco na observação de hipopótamos no lago, com energia solar; o conjunto tem outras propostas de hospedagem no parque.
  • Ruanda passou por um genocídio em 1994, com cerca de 800 mil mortos; hoje o turismo é a principal fonte de renda, com Kigali sediando o Memorial do Genocídio.

Foi registrado um encontro próximo entre humanos e gorilas da montanha no Volcanoes National Park, na fronteira entre Ruanda, Congo e Uganda. O grupo Susa, com 1.063 gorilas na região, mantém áreas de convivência com visitantes em trilhas guiadas. O trekking ocorre sob regras rígidas de segurança e distância.

O relato acompanha um repórter da Forbes que participou de visitas aos lodges do Wilderness no entorno do parque. O encontro com o silverback, líder do bando, ocorreu sob observação cuidadosa, com o visitante a uma distância mínima de sete metros, conforme protocolo de conservação. A experiência é descrita como intensa e transformadora.

O Susa Group foi formado em 1974 e tem histórico de estudo pela primatóloga Dian Fossey. A observação humana é feita apenas com guias treinados, em sessões de aproximadamente uma hora, para reduzir impactos no comportamento dos gorilas.

Wilderness Bisate Reserve

Após o trekking, o repórter seguiu para o Wilderness Bisate Reserve, próximo a Kigali, onde a estadia foi marcada por arquitetura que valoriza cultura ruandesa e vistas para vulcões do maciço Virunga. A reserva abriu em 2024 e oferece suítes amplas, com acabamento que incorpora materiais locais.

O Bisate Reserve é parte de um portfólio de 42 propriedades da Wilderness, grupo que atua em oito países africanos e mantém uma frota aérea própria. A hospedagem mais exclusiva circula entre suítes espaçosas, com foco em imersão na paisagem vulcânica e na cultura local.

Akagera e Magashi Peninsula

Outra joia do grupo fica no Parque Nacional Akagera. O Magashi Peninsula, inaugurado em 2023, oferece três villas isoladas e visão privilegiada para o lago Rwanyakazinga, com observação de hipopótamos. O complexo opera com energia solar e destaca a prática de turismo sustentável.

Assis Amble, guia no parque, descreve encontros com leões, rinocerontes e outras espécies como parte de uma experiência de safári em que silêncio e observação são essenciais. O planejamento da visita enfatiza a conservação, o papel das comunidades locais e a implementação de projetos ambientais.

Genocídio de 1994 e turismo em Ruanda

Ruanda viveu um genocídio em 1994 que resultou na morte de cerca de 800 mil pessoas em 100 dias. O Memorial do Genocídio em Kigali funciona como espaço educativo para evitar repetição de horrores. Hoje, o turismo é principal fonte de renda do país, com Kigali servindo como porta de entrada para diversas regiões, incluindo os parques de vida selvagem.

A reportagem reforça a importância de respeitar as regras de convivência com a fauna e de compreender a história recente do país ao planejar visitas a Ruanda e aos seus parques. O texto compõe uma visão ampla do turismo de conservação na região.

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