- O Ministério Público de Santa Catarina deve se posicionar nos próximos dias sobre o inquérito do cão Orelha, após analisar o material probatório enviado pela polícia civil, que soma mais de mil horas de vídeos e documentos.
- A polícia civil informou que, no final de fevereiro, entregou mais de 61 diligências complementares ao MP, que, segundo eles, corroboram as conclusões iniciais dos procedimentos.
- No momento, ninguém está detido; o MP avalia se aceita as pedidos da polícia civil para internação socioeducativa do adolescente e aponta a investigação sobre indiciamentos de adultos.
- A ausência de imagens da suposta agressão complica o caso; o único laudo disponível é do veterinário que atendeu o cão, e o corpo foi exumado 40 dias após a partida.
- Houve participação de comunidades acadêmicas com protestos na Udesc contra um dos jovens; o CRMV divulgou nota sobre o atendimento veterinário e orientou registro técnico de documentos, enquanto o veterinário pediu para não falar mais sobre o caso.
O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) deve anunciar nos próximos dias o andamento do inquérito sobre o caso do cão conhecido como Orelha. O órgão analisa o material probatório encaminhado pela polícia civil, que soma mais de mil horas de vídeos e documentos.
A polícia civil informou que, até o final de fevereiro, entregou ao MP mais de 61 diligências complementares, reforçando as conclusões iniciais do procedimento policial. O MP-SC busca elucidar todos os fatos com rigor técnico e respeitando o devido processo.
O inquérito aponta que apenas um adolescente teria sido o autor da morte do cão Orelha, causado por ferimentos. Três adultos foram indiciados por suposta coação a um porteiro ouvido como testemunha. No momento, ninguém está detido.
A ausência de imagens de violência complica a investigação. O laudo de um veterinário é a principal evidência de agressão, e o corpo do animal foi exumado 40 dias após a morte, sem conclusões definitivas. O CRMV-SC acompanhou o contexto técnico do atendimento.
O CRMV-SC destacou os desafios para médicos-veterinários em casos sensíveis e orientou o registro técnico de documentos para proteção profissional e suporte às autoridades. O veterinário envolvido afirmou que não pretende comentar mais o caso.
Protestos envolvendo familiares dos possível(s) envolvidos ocorreram na Udesc, no início do semestre. Em 9 de março, alunos pediram a expulsão do adolescente apontado pela polícia como autor, e o pai dele foi indiciado por coação ao porteiro.
Até o momento, não houve prisão ou decisão final sobre responsabilização. O MP-SC permanece na fase de avaliação do material e deverá apresentar ou não denúncia conforme a análise prosseguir.
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