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Jatos e helicópteros próximos de colisão, dia anterior a incidente em Washington

Relatos internos indicam dois quase choques entre helicópteros militares e aeronaves comerciais um dia antes do acidente fatal em Washington, evidenciando falhas no controle de tráfego

Vídeo revela novo ângulo da colisão entre helicóptero militar e voo comercial em Washington
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  • Em 28 de janeiro, dois helicópteros do Exército se aproximaram do Aeroporto Ronald Reagan de Washington em altitude acima do esperado, causando confusão na torre, enquanto um voo da American Airlines descia com alarme para evitar colisão.
  • Menos de quatro horas depois, outro helicóptero do Exército se aproximou de um segundo voo comercial, vindo de Connecticut, que abortou o pouso após o alarme de colisão soar.
  • No dia seguinte, 29 de janeiro, um helicóptero Black Hawk em missão de treinamento cruzou o espaço aéreo do Reagan e colidiu com o voo 5342 da American Airlines, sem sobreviventes.
  • O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes informa que houve oitenta e cinco colisões quase aéreas entre helicópteros e aeronaves comerciais na região entre 2021 e 2024, com relatos de falhas sistêmicas e alertas de controladores sobre o tráfego intenso.
  • O Ronald Reagan é o único aeroporto federal com controle direto do governo, com tráfego elevado devido a ampliação de voos pela Câmara, movimentando cerca de 25 milhões de passageiros por ano, acima da capacidade, em um local com três pistas curtas.

Na véspera da colisão fatal em Washington, um dia antes do acidente que vitimou 67 pessoas, documentos internos revelam dois episódios de quase colisões entre aviões de passageiros e helicópteros militares perto do Aeroporto Ronald Reagan (DCA). Os incidentes ocorreram em 28 de janeiro de 2025, quando helicópteros do Exército se aproximaram demais da área de aproximação de aeronaves.

No primeiro caso, por volta das 16h30, helicópteros militares operavam acima da altura prevista, gerando confusão na torre. Um jato da American Airlines, vindo de Norfolk, recebeu alerta para subir e evitar a possível colisão. Poucas horas depois, outro helicóptero do Exército aumentou o risco de choque com um voo vindo do Connecticut, que abortou o pouso após novo alarme de colisão.

Contexto e desdobramentos

No dia 29 de janeiro, um helicóptero Black Hawk, com o indicativo PAT25, cruzou o espaço aéreo de Reagan durante uma missão de treinamento. O acidente envolvendo este helicóptero e o voo 5342 da American Airlines não teve sobreviventes. O governo dos EUA reconheceu falhas da tripulação e do controle de tráfego aéreo.

Segundo o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), entre 2021 e 2024 ocorreram 85 colisões quase aéreas entre helicópteros e aeronaves comerciais na região. Relatórios do 60 Minutes, da CBS, apontam falhas sistêmicas que persistem há anos, com repetidas cobranças de controladores à FAA.

Aeroporto Reagan funciona sob controle federal, com tráfego diário determinado pelo Congresso. A autoridade de Washington estima que o DCA recebe cerca de 25 milhões de passageiros por ano, superando em 10 milhões a capacidade projetada. O espaço e as pistas são limitados: apenas três pistas curtas, sem paralelismo, e a pista 1 registra registro de mais de 800 voos diários.

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