- As agências ANA e SP Águas elevaram o limite de captação da Sabesp do Cantareira de 27 para 31 m³/s, após aumento no nível de água desde o fim de fevereiro.
- O protocolo de preservação prevê cinco faixas; a mudança avança a faixa de “Restrição” para “Atenção”, com os reservatórios a 43,62% da capacidade no fim do mês passado.
- A captação máxima prevista no protocolo continua sendo de 33 m³/s.
- Como medida de mitigação, a Sabesp pode usar, além dos 31 m³/s autorizados, a vazão transposta no reservatório Jaguari, desde que respeite o limite outorgado.
- A decisão ocorre em meio à recuperação do sistema Cantareira e ao monitoramento do armazenamento que abastece a região metropolitana.
A Agência Nacional de Águas (ANA) e a SP Águas anunciaram na noite de terça-feira (31) a elevação do limite de captação da Sabesp do sistema Cantareira. A mudança acompanha o aumento do nível dos mananciais desde o fim de fevereiro. A nova faixa permite captar até 31 metros cúbicos por segundo, contra 27 anteriormente.
A decisão faz parte do protocolo de preservação do Cantareira, criado após as crises hídricas de 2014 e 2015. O protocolo estabelece cinco faixas de captação para a Sabesp, dependendo do volume armazenado.
A elevação para a faixa 2, Atenção, ocorreu porque o volume dos reservatórios ficou acima de 40% no fim de fevereiro. O nível atual é de 43,62%, conforme informou as agências. A captação máxima continua em 33 m3/s, segundo o protocolo.
Como medida de mitigação, as agências comunicaram que a Sabesp pode utilizar, além dos 31 m3/s autorizados do Cantareira, a vazão potencial transposta no reservatório da UHE Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, observando o limite outorgado.
Participaram da decisão as duas entidades reguladoras. A medida busca assegurar abastecimento na região metropolitana de São Paulo diante das condições hídricas atuais, sem prejuízo à gestão dos recursos.
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