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Mulher é denunciada por matar marido em briga por Wi-Fi no Paraná

Mulher é denunciada por homicídio qualificado e fraude processual em Cafelândia, Paraná, após briga por Wi‑Fi; caso será julgado pelo Tribunal do Júri

Sede do Ministério Público do Paraná
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  • Ministério Público do Paraná denunciou Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, 32 anos, por homicídio qualificado e fraude processual, relacionado à morte do marido na área rural de Cafelândia, após discussão sobre o roteador de Wi‑Fi.
  • Caso ocorreu em 12 de março; vítima foi morta após uma discussão na residência, na presença do filho do casal, que confirmou a autoria da mãe.
  • A denúncia aponta movimentação da espingarda usada no crime para cima da cama, como tentativa de simular suicídio ou disparo acidental.
  • Se a denúncia for aceita, a acusada pode ser condenada pelo Tribunal do Júri e deve pagar, no mínimo, R$ 100 mil aos familiares por danos morais e materiais.
  • A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente a mulher 15 dias após o crime; perícia descartou suicídio e o filho relatou agressões anteriores da mãe.

Uma mulher foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná pela morte do marido em Cafelândia, na zona rural do Oeste. Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, 32 anos, é acusada de homicídio qualificado e fraude processual. O crime ocorreu em 12 de março, após uma discussão sobre o desligamento do roteador de Wi-Fi.

Segundo a denúncia, Jaqueline teria atirado contra o marido na presença do filho do casal e tentado alterar a cena do crime. A polícia também aponta que a vítima estava desarmada e que a agressão teve natureza fútil, com uso de arma.

Caso a Justiça aceite a denúncia, a acusada poderá ser julgada pelo Tribunal do Júri. A Promotora de Justiça de Nova Aurora, Renata Melo Boaventura, aponta ainda que, se condenada, Jaqueline deverá pagar pelo menos R$ 100 mil aos familiares da vítima, a título de danos morais e materiais.

Desdobramentos e investigações

O caso ocorreu após uma discussão envolvendo o desligamento do roteador de internet para que a família pudesse dormir. O filho, único testemunha, relatou à autoridade policial que a mãe atirou propositalmente. O depoimento do menor foi acompanhado pelo conselho tutelar.

A perícia criminal descartou a hipótese de suicídio, pois não havia sinais de disparo a curta distância. A Defesa afirmou que não houve intenção de matar, mas as alegações não impedem a continuidade das investigações.

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na residência da família e a prisão preventiva da acusada foi decretada 15 dias após o crime.

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