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Silêncio da vítima beneficia apenas o agressor no caso de médico preso

Delegado diz que o silêncio das vítimas amplia a impunidade; 32 relatos sustentam investigação contra cardiologista preso em Taquara por importunação sexual

Uma das mulheres relata que foi vítima de Daniel Pereira Kollet há 20 anos
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  • Cardiologista Daniel Pereira Kollet, 55 anos, foi preso no próprio consultório em Taquara, no Rio Grande do Sul, sob suspeita de importunação sexual contra mais de 30 pacientes.
  • Os abusos teriam ocorrido há pelo menos dois anos, e uma vítima tinha 16 anos na época.
  • O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul classificou o caso como grave e informou que está colaborando com as investigações; a defesa não teve acesso ao inquérito até o momento.
  • Até agora, 32 vítimas prestaram depoimento; houve relatos de estupro e estupro de vulnerável entre as ocorrências.
  • O delegado afirmou que cada vítima terá um inquérito e, posteriormente, uma ação criminal distinta; o silêncio das vítimas é citado como favorecendo o agressor.

O cardiologista Daniel Pereira Kollet, 55 anos, foi preso no próprio consultório em Taquara, no Rio Grande do Sul, na segunda-feira (30). ele é suspeito de importunação sexual contra mais de 30 pacientes durante consultas, principalmente quando as pacientes estavam sem roupa.

A polícia apura que os crimes ocorriam há pelo menos dois anos. Uma adolescente de 16 anos já estava entre as vítimas. O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul classificou o caso como grave e informou que colaborará com as investigações. A defesa afirma que ainda não teve acesso ao inquérito.

Em entrevista ao News das 19h, o delegado Valeriano Garcia Neto disse que o início ocorreu com denúncias de três vítimas. Com a prisão, dezenas de outras pessoas procuraram a polícia para relatos ainda mais graves. Ao todo, 32 vítimas já prestaram depoimento.

Desdobramentos da investigação

Segundo o delegado, já foram identificados casos de estupro e estupro de vulnerável. Uma vítima informou ter sido atingida há 11 anos, e outra já havia relatado crime envolvendo o médico há 20 anos. A polícia abrirá inquérito específico para cada vítima, com possíveis ações criminais distintas.

O delegado destacou que o silêncio das vítimas favorece o aggressor. Ele reforçou que crimes desse tipo costumam ocorrer em ambientes fechados, onde a palavra da vítima tem peso decisivo para a investigação.

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