- O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou a lista suja com 169 novos empregadores, totalizando 614 no cadastro.
- Entre os incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD.
- A inclusão ocorre somente após a conclusão de processos administrativos, com direito a contraditório e ampla defesa, e os registros ficam no cadastro por dois anos.
- A BYD entrou na lista por ação do Ministério Público do Trabalho em 23 de dezembro de 2024, quando houve resgate de 163 trabalhadores em Camaçari, na Bahia, e investigação apontou entrada irregular dos trabalhadores.
- Em Goiás, no sítio Esperança foram encontrados 10 trabalhadores em condição análoga à escravidão, e no Recanto da Mata, 4 trabalhadores; as decisões administrativas foram divulgadas em 1º de agosto de 2025 e 3 de novembro de 2025, respectivamente.
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta terça-feira a chamada “lista suja” de empregadores que teriam submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão. Ao todo, 169 novos nomes foram incluídos no cadastro até segunda-feira, totalizando 614 pessoas jurídicas na lista. A publicação ocorre após conclusão de processos administrativos, que asseguram contraditório e ampla defesa aos autuados, segundo o órgão.
A lista é publicada por dois anos e serve para tornar públicos os empregadores enquadrados em tais infrações. As informações são divulgadas com base em investigações e procedimentos já encerrados, conforme o MTE.
BYD
A montadora chinesa BYD passou a integrar a lista após atuação da força-tarefa do Ministério Público do Trabalho em 23 de dezembro de 2024. Nessa ocasião, houve o resgate de 163 trabalhadores em situação análoga à escravidão e a suspensão de parte das obras de uma fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia.
Investigações posteriores constataram que os trabalhadores entraram no Brasil de forma irregular. Os vistos de trabalho estavam vinculados a funções especializadas, mas as atividades efetivadas não correspondiam às autorizações concedidas. Em resposta, a BYD afirmou ter recebido notificação do Ministério Público do Trabalho sobre irregularidades atribuídas à construtora Jinjiang e informou que rescindiu o contrato com essa empresa.
Amado Batista
O cantor Amado Batista é citado na lista como proprietário de dois sítios no estado de Goiás, ambos na zona rural de Goianápolis. No sítio Esperança havia 10 trabalhadores em condição análoga à escravidão, e no Recanto da Mata eram 4 trabalhadores nessa situação. As decisões administrativas foram oficializadas em 1º de agosto de 2025 e 3 de novembro de 2025, respectivamente.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa do artista, sem obter retorno até o fechamento deste texto. Amado Batista também não se manifestou nas redes sociais.
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