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Criou rede social sozinho e alcança 5 milhões de usuários

UpScrolled alcança mais de cinco milhões de usuários em nove meses, com feed cronológico e promessa de não censurar conteúdos

Photo Illustration of Katie Drummond and Founder Issam Hijazi
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  • UpScrolled foi lançado por Issam Hijazi em julho de 2025 com feed cronológico e sem compartilhamento de dados com anunciantes.
  • Em janeiro de 2026 já havia alcançado mais de 5 milhões de usuários, após o crescimento impulsionado pela parceria do TikTok nos EUA.
  • O fundador, inicialmente único funcionário, ampliou a equipe para cerca de 25 pessoas para moderar conteúdo e manter a infraestrutura.
  • A moderação é feita principalmente de forma manual, com planos de usar IA apenas como apoio e com decisão humana final.
  • A plataforma enfrenta críticas sobre moderação de conteúdo, incluindo alegações da Liga Anti-Defamação, e mantém posicionamento político explícito em relação a Israel.

Issam Hijazi lançou UpScrolled como resposta a relatos de censura em outras plataformas. Em julho de 2025, o app ganhou tração rápida e já conta com mais de 5 milhões de usuários. O site nasceu com feed cronológico e promessas de não compartilhar dados com anunciantes, em contraste com as grandes redes.

O fundador é palestino e atuou anteriormente em gigantes como IBM e Oracle. Ele diz ter criado a UpScrolled para devolver controle aos usuários diante de alegações de shadow banning e censura de conteúdos pró-Palestina. No auge do crescimento, ele era o único funcionário da empresa.

O crescimento explosivo ocorreu menos de um ano após o lançamento. Em janeiro, a base de usuários saltou de centenas para milhões, impulsionada por controvérsias envolvendo o acordo do TikTok para um braço americano. Hijazi acabou assumindo liderança de infraestrutura, moderação de conteúdo e operações.

Para sustentar o ritmo, a UpScrolled está ampliando a equipe, que já soma cerca de 25 pessoas entre engenharia, comunicação e moderação. O fundador relata noites sem dormir e viagens internacionais para apresentar a plataforma em conferências e eventos.

Moderção de conteúdo e críticas

A empresa tem enfrentado críticas de organizações como a Liga Contra a Difamação (ADL), que apontou deficiências na moderação de conteúdos extremistas. A empresa afirma ter removido conteúdos considerados inadequados e sustenta que não permite discurso de ódio, promovendo uma moderação com supervisão humana.

Hijazi diz que a moderação é, no momento, majoritariamente humana, com planos de integrar modelos de IA para detecção prévia, sempre com intervenção humana para decisões finais. A equipe busca reduzir backlog de conteúdo problemático e melhorar as regras de conduta.

Política de localização e posicionamento

Sobre a ausência de Israel como opção de localização, o fundador explica ter desativado esse recurso por motivos pessoais ligados à história familiar e a tensões regionais. A UpScrolled não pretende promover censura; a empresa adota uma visão de plataforma ética, aberta a diferentes perspectivas dentro de normas legais.

O CEO afirma que a plataforma não busca censurar ideias, mas não tolera conteúdo violento ou discriminatório. A meta é criar um espaço onde usuários possam se expressar sem censura indiscriminada, mantendo padrões de convivência e segurança.

Rumo aos próximos passos

Entre planos de monetização, a UpScrolled avalia itens como assinaturas para usuários verificados, comissões em marketplace e cobrança de conteúdos exclusivos, além de anúncios seletivos para empresas alinhadas a valores éticos. O objetivo é manter a plataforma ética, sem abrir mão da viabilidade financeira.

A visão de longo prazo é transformar UpScrolled na plataforma de referência para expressão livre e responsabilidade. O fundador pretende ampliar infraestrutura digital independente, oferecendo-a a comunidades que buscam alternativas éticas no universo das redes sociais.

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