- A Carteira Nacional de Identidade (CIN) já está nas mãos de 50 milhões de brasileiros e substitui o RG, mantendo o CPF como número único válido no país.
- A obrigatoriedade para quem recebe benefícios sociais começa em 2028; para os demais, a troca pode ocorrer até 2032.
- O novo cronograma prevê emissão para quem não tem cadastro biométrico a partir de janeiro de 2027; beneficiários com biometria passam a precisar da CIN apenas em janeiro de 2028.
- Para emitir, é preciso agendar pelo gov.br/identidade, ir a um Instituto de Identificação estadual e levar certidão de nascimento ou casamento (1ª via gratuita).
- A CIN possui QR Code para validação, impressão digital, inclusão de doação de órgãos e pode ser usada como documento de viagem no Mercosul; há versão digital disponível no gov.br/app.
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) atingiu 50 milhões de pessoas nesta quarta-feira (8), segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O novo documento substitui o RG e usa CPF como número único válido em todo o país. A marca evidencia a expansão da identidade digital do governo.
O secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, ressalta que a CIN vai além da segurança pública, funcionando como porta de entrada para serviços públicos e benefícios sociais. A implementação começou em 2023 e, segundo ele, já houve evolução expressiva em 2026.
Quem recebe benefícios sociais, como aposentadoria, pensão, Bolsa Família, BPC e Gás do Povo, deverá tirar a CIN até 2027. A partir de 2028, a obrigatoriedade vale para esse grupo; para os demais, a substituição poderá ocorrer até 2032.
Cronograma e regras de adesão
O ministério atualizou o cronograma para uso da CIN na concessão e renovação de benefícios. Quem não tem cadastro biométrico deve emitir a CIN a partir de janeiro de 2027. Beneficiários já com biometria seguem a regra de obrigatoriedade em janeiro de 2028.
Para quem já tem cadastro biométrico, vale o cadastro biométrico do TSE, CNH ou passaporte até a data de transição. A partir de 2028, a CIN biométrica passa a ser obrigatória para esse grupo.
Como emitir e vantagens
O primeiro passo é acessar gov.br/identidade, agendar no estado e realizar recolhimento de biometria nos Institutos de Identificação estaduais. É preciso levar certidão de nascimento ou casamento; a primeira via é gratuita.
Entre as vantagens estão o QR Code para validação eletrônica, dados do cidadão, impressão digital e opção de doação de órgãos. A CIN também traz código MRZ, facilitando o reconhecimento como documento de viagem no Mercosul.
Versão digital e serviços
A versão digital pode ser obtida no app gov.br. Após receber o documento impresso, o cidadão pode baixar a CIN digital, em processo similar ao da CNH. O aplicativo permite acessar a Carteira de Identidade Digital, entre serviços.
O governo afirma que a CIN fortalece a segurança da identificação civil e facilita o acesso a serviços públicos. O gov.br já soma mais de 175 milhões de usuários e oferece milhares de serviços digitais federais, estaduais e municipais.
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